Governo do Maranhão

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

'Melhor saída para a crise é Lula e FHC numa mesa', defende governador do Maranhão



Do BBC Brasil
Diante da possibilidade de queda do presidente Michel Temer e da profunda perda de credibilidade do sistema político, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defende que a melhor solução para a crise é uma saída negociada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, as "duas únicas lideranças nacionais", na sua avaliação.
Ambos já articulariam nos bastidores a sucessão de Temer, mas não há informação de que tenham tido conversas diretas. A forte polarização eleitoral entre PT e PSDB parece um empecilho para um acordo, já que os dois partidos tentam sair dessa crise fortalecidos de alguma forma para a eleição de 2018.
"O único caminho que enxergo para a política é um acordo PT-PSDB, Lula e Fernando Henrique numa mesa. Neste momento de muita precarização da política, uma conversa direta seria um fato altamente positivo, uma mensagem importante de busca de recomposição da institucionalidade", acredita Dino.
Defensor da realização de eleições diretas antecipadas, o governador vê como cenário mais provável hoje a queda de Temer, seguida de eleição indireta do novo presidente pelo Congresso.
Se isso ocorrer, Dino sugere que a esquerda participe da eleição indireta, negociando a suspensão das reformas trabalhista e previdenciária até a eleição de 2018, para que as urnas decidam se apoiam essas propostas.
"Só haverá eleição direta havendo mobilização popular nessa direção. A classe social dominante não quer eleição direta agora", afirma.
Confira os principais trechos da entrevista com Dino, que antes de assumir o governo do Maranhão, foi também deputado federal e magistrado, tendo presidido a Associação dos Juízes Federais do Brasil.
BBC Brasil - A base aliada de Temer se mantém razoavelmente unida. Na sua visão, estão apenas ganhando tempo enquanto negociam uma saída, ou o senhor vê chance de o presidente concluir seu mandato?
Flávio Dino - Há muita movimentação de bastidores em busca de uma alternativa. O problema é que há muita indefinição porque os fatos políticos estão sendo produzidos de fora para dentro do sistema político (pelas investigações). O pessoal diz assim: 'ah, o candidato na linha indireta pode ser a, b ou c'. Mas sempre tem um ponto de interrogação: 'será que esse resiste, que esse outro resiste?'. Se não aparecer essa alternativa, aí reside o 5% de chance que ele tem de ficar.
O ideal para todo mundo do sistema político é que a solução se dê via TSE (Tribunal Superior Eleitoral, pela eventual cassação da chapa eleita em 2014, formada por Dilma Rousseff e Temer, em julgamento marcado para início de junho). Isso dá uns quinze dias mais ou menos até o julgamento, o que também contribui para essa inércia (de Temer ainda permanecer presidente).
BBC Brasil - Mas há risco de a saída do TSE ser lenta, já que cabem recursos?
Dino - Isso juridicamente, mas, politicamente, hoje ele já está por um fio. O TSE pode cortar esse fio, e aí não tem como resistir mesmo que processualmente tenha esse ou aquele recurso.
BBC Brasil - Se isso acontecer, há a discussão de o que vem depois, se seria uma eleição direta ou indireta. No caso da cassação via TSE, há uma ação no Supremo que poderia levar a eleição direta, certo?
Dino - É, há um debate jurídico que seria não pela PEC (proposta de emenda constitucional) do deputado Miro Teixeira, mas pelo próprio TSE de considerar que, no caso de anulação do mandato, deveria haver eleição direta. É uma tese jurídica boa, sustentável tecnicamente falando.
Agora, sinceramente, só haverá eleição direta havendo mobilização popular nessa direção. E esse é um ponto de interrogação muito mais do que qualquer juridiquês. Se não houver mobilização popular, é muito difícil o Congresso ou o TSE ir para esse caminho, porque se choca com o desejo meio que universal da classe política, da elite, de um certo nível de estabilidade. A classe social dominante não quer eleição direta agora.
BBC Brasil - A manifestação de quarta-feira em Brasília não pareceu tão grande a ponto de reverter esse consenso de elite que o senhor aponta, concorda?
Dino - Eu achei uma manifestação importante. Eu concordo que ela em si mesma não tem essa força de reverter a hegemonia dominante, agora temos que ver a continuidade ou não (dessa mobilização).
Acho que o efeito principal foi ampliar o isolamento do Temer, o fragilizou, sobretudo pela medida equivocada (já revogada) de convocar o Exército. Quando você vai para o extremo, é lógico que você constrói isolamento, até pelo modo como foi anunciado, muito atabalhoado, dizendo que foi pedido pelo Rodrigo Maia (presidente da Câmara), mas não foi.
BBC Brasil - A manifestação foi marcada por muita violência. Houve erros dos dois lados?
Dino - Acho que a responsabilidade principal foi dessa concepção muito cerceadora do exercício de liberdade de manifestação. Isso ficou mais evidente quando veio esse decreto desastroso, desnecessário e ilegal da convocação do Exército. É claro que depredar o patrimônio público é errado, quero deixar clara minha condenação a isso também. Mas o debate é o que gera (a violência)? O que gera é essa visão muito repressiva.
Vou dar um exemplo prático: as manifestações sempre foram na frente do gramado do Congresso. Tanto que aquele espelho d'água foi construído (em 1999) justamente para ser uma divisão entre o gramado e o prédio. Agora criaram essa moda de que não pode chegar no gramado, sem nenhuma razão. E aí você cria uma tensão, 'daqui ninguém passa'. Pode pegar todas as fotos da história brasileira, protestos pela emenda Dante de Oliveira (em 1984 para convocar eleições), na Ditadura, tinha manifestação ali e agora não pode mais. Então, você cria uma série de protocolos, digamos, excessivos, cerceadores, que estimulam a tensão.
Se não houver uma providência política num prazo curto, a tendência é que a gente viva esse ambiente, com o suposto andamento das tais reformas, que vão acabar conduzindo a cada vez mais conflito.
BBC Brasil - Por que o senhor defende as eleições diretas?
Dino - É quase que uma saída tipicamente parlamentarista. No parlamentarismo você tem duas crises. Uma, que é apenas de governo, você resolve com um novo gabinete. Já quando você tem uma crise mais sistêmica, o que o chefe de Estado faz? Ele convoca novas eleições. A gente está numa crise bem mais aguda do que uma mera crise operacional. Então, por simetria com o que acontece no parlamentarismo, o remédio seriam de fato novas eleições, um banho de urna.
Eu pessoalmente, acho que se fosse esse o pacto, uma repactuação da política, deveria haver eleições gerais, de fio a pavio, pegar o Congresso, governadores, etc. Mas faço sempre questão de frisar, para não correr o risco de o leitor achar que minha abordagem é ingênua, estou apenas colocando o que eu acho que seria o certo. Hoje, não é o mais provável.
O mais provável é o consenso da elite que é trocar o Temer por outro que faça as reformas previdenciária e trabalhista.
BBC Brasil - Para algumas pessoas, uma eleição direta agora seria pegar um atalho fora da Constituição e enveredar para um caminho de instabilidade, abrindo espaço para eleição de um aventureiro. Como o senhor vê esses argumentos?
Dino - Em primeiro lugar, você sempre deve comparar os argumentos com a realidade. Nada é mais instável do que temos hoje. Segundo, falar em regra do jogo a esta altura? Fizeram um impeachment absurdo para colocar um governo que não se sustenta, que só fez aprofundar a crise. Esse discurso não tem base empírica.
No caso desse mecanismo das indiretas previsto pela Constituição para situação de dupla vacância (dos cargos de presidente e vice), o sistema funcionaria bem, ao meu ver, se fosse em situações normais de temperatura e pressão. Não é o caso, hoje você vive na verdade solavancos derivados da quebra da ordem constitucional (pelo impeachment de Dilma).
Acho que democrata verdadeiro concorda que a única coisa que estabiliza a política na democracia é o respeito à soberania popular.
BBC Brasil - O senhor tem defendido que Lula seja candidato em 2018. Se houver a eleição direta antecipada, considera que ele seria o melhor candidato da esquerda?
Dino - Sem dúvida. De todas as grande lideranças nacionais, é quem tem maior legitimidade para tentar reconduzir uma repactuação do país. Lula não é bom só para a esquerda, é bom para todo mundo que acredita na democracia política.
Ele pode, ao fazer um governo de diálogo como fez no passado, conduzir um caminho que não seja de confrontação, que ao meu ver foi o grande erro do Michel (Temer). O Michel veio adotar uma agenda de mais confronto e, portanto, de mais isolamento social.
Qual é o problema dele? As denúncias, a gravação, claro, e ter só 4% de aprovação. Você já pega um país dividido, polarizado, e vai para um caminho de venezualização, de radicalização. Deu no que deu.
BBC Brasil - Mas fica uma dúvida justamente sobre essa possibilidade de Lula ser uma pessoa capaz de repactuar, porque ele também tem adotado um discurso mais radical e desperta forte rejeição em parte da sociedade.
Dino - Parte minoritária (da população o rejeita). Você tem que distinguir o sentimento da população do que é sentimento das elites política e econômica.
BBC Brasil - Lula aparece liderando as pesquisas de intenção de voto, mas com altas taxas de rejeição.
Dino - É, mas em queda, numa conjuntura de muita polarização, apanhando muito. Em condições normais, essa rejeição cai. O único caminho que enxergo para a política é um acordo PT-PSDB, Lula e Fernando Henrique numa mesa. Eu já falei isso vinte vezes. De lá para cá, as coisas só pioraram. Efetivamente, com todos os seus defeitos, são os dois únicos líderes nacionais que sobraram, com autoridade política para chamar todo mundo, para reunir.
Não vejo como a política, tão debilitada hoje, gerar novas opções. Nas urnas, claro que eu, uma pessoa de esquerda, prefiro o Lula, até porque Fernando Henrique não parece disposto a disputar uma eleição direta. Não sendo o Lula, você só consegue enxergar alternativas externas à política, que são esses aventureiros tipo Doria (prefeito de São Paulo) e outros, que vão colocar o país num rumo de imprevisibilidade.
BBC Brasil - Mas no início da entrevista o senhor falou sobre como os acontecimentos desestabilizadores têm vindo de fora para dentro da política e sobre o risco de um novo presidente continuar sendo bombardeado por denúncias. Lula parece estar nessa posição.
Dino - Acho que, com respaldo popular, numa eleição direta, ele adquire musculatura e tempo suficientes para vencer isso. Não é uma análise apaixonada, porque de fato eu não sou lulista e historicamente o Lula nunca me apoiou na vida. Aliás, aqui no Maranhão, sempre foi contra mim (e aliado com o grupo adversário, do ex-presidente José Sarney).
Em uma análise objetiva, hoje, juridicamente, o que tem contra o Lula até agora é de uma fragilidade técnica abissal. 'Ah, o apartamento era dele, o sítio não era bem dele, mas era para ser, a reforma tinha a ver com contrato da Petrobras'. Não tem uma conta, não tem um diálogo, não tem uma gravação, não tem um dinheiro, não tem nada que justifique uma condenação criminal.
Parto dessa premissa de que, uma vez eleito por voto popular em eleição direta e com apoio da sociedade, quebrando um pouco esse clima de sectarismo, processualmente as coisas caminhariam mais racionalmente.
BBC Brasil - Mas vê o risco de Sergio Moro condená-lo?
Dino - Infelizmente vejo, por esse ambiente geral criado em torno dessas acusações.
BBC Brasil - E isso poderia impedir a candidatura do Lula, ou talvez não houvesse tempo de haver a condenação em segunda instância também no caso de uma eleição antecipada?
Dino - Em condições normais não haveria tempo nem em 2018, mas a gente não vive condições normais. De fato a Justiça se politizou, se partidarizou muito, me refiro ao sistema de Justiça como um todo, abrangendo polícia, Ministério Público. Então, é muito difícil fazer análise política sem levar em conta esse ingrediente.
BBC Brasil - Notícias da imprensa já apontam que Fernando Henrique e Lula estão articulando para a sucessão de Temer, mas não teriam conversado diretamente entre si. Essa conversa direta seria importante?
Dino - Sim. Pelo que eu estou sabendo, é uma conversa entre interlocutores. Neste momento de muita precarização da política, uma conversa direta seria um fato altamente positivo, uma mensagem importante de busca de recomposição da institucionalidade. Você não tem jogo institucional no Brasil hoje: o Congresso funciona precariamente, a Presidência da República, os partidos, os próprios governadores estão muitos enfraquecidos.
BBC Brasil - Mas a disputa eleitoral entre os dois partidos parece um empecilho a isso. Perguntei ao vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, e ele disse que essa conversa entre Fernando Henrique e Lula não seria possível porque, na visão dele, o PT só está interessado em desgastar o governo para se fortalecer para 2018. Como você vê esse empecilho?
Dino - Esse empecilho é fruto de uma visão equivocada segundo a qual alguém se salva em meio à tragédia geral. Quando na verdade, você tem que salvar o sistema político, sua credibilidade, autoridade, para aí recuperar sua operacionalidade.
BBC Brasil - Numa eleição indireta, qual seria a estratégia da esquerda?
Dino - Nós da esquerda devemos colocar dois pontos sobre a mesa. Primeiro, normalidade política até a eleição, em 2018 - acertar o calendário eleitoral e as regras de 2018. E, segundo, haver a suspensão das reformas trabalhista e previdenciária, até que o povo decida.
Vocês (referindo-se a partidos da base de Temer) defendem as reformas, ok, mas esse programa não foi votado pelo povo. Então a gente consulta (o povo), vocês vão para a urna e defendem. Se ganharem, vocês fazem.
A esquerda deveria participar da eleição no Congresso com essas condições, sem isso não faz sentido participar e legitimar esse negócio.
BBC Brasil - Que nomes poderiam emergir de um acordo desse, na hipótese de o outro lado topar esse acordo?
Dino - Claro que tenho minhas preferências, mas não posso me manifestar agora, até por questão de orientação partidária. Mas eu acho que tem aí uns três ou quatro nomes que topariam.
BBC Brasil - Mas o senhor vê a base do governo disposta a entrar num acordo desses? Parece que eles querem aprovar as reformas, não?
Dino - O plano A da direita continua sendo fazer eleição indireta e empurrar as reformas para a frente. Só que daqui a pouco os parlamentares não topam mais, porque vai ficando cada vez mais próximo da eleição de 2018 e essas reformas são muito impopulares. Então, acho que há uma chance (de acordo).
BBC Brasil - Ainda está muito incerto como seria uma eleição indireta. Qualquer um poderia ser candidato, mesmo sem ter filiação partidária?
Dino - Teria que votar uma lei (com as regras do pleito indireto), porque o Supremo, na ausência da lei sobre eleição indireta, tem entendido que se aplica o regime geral das eleições diretas, ou seja, precisa haver desincompatibilização (de cargos do Executivo, Judiciário e Ministério Público, seis meses antes), filiação partidária, etc. O Supremo já decidiu isso duas vezes em casos de eleições indiretas para governos estaduais.
De forma que o único caminho jurídico de viabilizar candidaturas de fora do sistema político, por exemplo alguém do Judiciário, seria votar uma lei no Congresso fixando os requisitos. Aí você poderia flexibilizar para, por exemplo, permitir candidatos com filiação partidária 48 horas antes (do pleito), que é uma ideia que circula. Tem gente até já escrevendo esse projeto de lei. Tem muita conversa em curso.
Agora, o Congresso só se anima a votar a lei para uma pessoa de fora concorrer se ficar claro que nenhum congressista tem condições.
BBC Brasil - O senhor fez aliança com o PSDB na eleição de 2014 para o governo do Maranhão e teve apoio do então candidato à presidência Aécio Neves. Como recebeu essas denúncias envolvendo Aécio?
Dino - De fato nós temos o apoio do PSDB aqui no Estado e eu lamento muito que o Aécio tenha sido atingido por uma denúncia extremamente grave. Reconheço que a situação dele é muito frágil, pois as denúncias contra ele são muito eloquentes, comprovadas.
Mas isso não a ponto do PSDB ser exterminado. (A legenda) tem outras lideranças e vai continuar sendo um partido importante no Brasil.
BBC Brasil - Lamenta em que sentido?
Dino - Lamento porque ele é senador, foi governador duas vezes, foi candidato à Presidência da República, é um quadro representativo de um segmento político que foi inviabilizado, ao meu ver, com essa denúncia. Num quadro de dissolução da política, qualquer grande liderança de qualquer espectro político que é atingida acaba sendo uma fato ruim para relegitimar a política.
Ese é meu ponto central: é imprescindível você reconstruir a instância política, a funcionalidade, a legitimidade. E isso só se faz, inclusive, a partir da dualidade esquerda/direita. A política precisa dessa dualidade. Ela não nega a política, o que nega a política é achar que (se) governa o país sem instituições políticas fortes.
Esse é o principal subproduto negativo dessas operações contra a corrupção, é desenvolver na maioria da sociedade essa ideia de que a política é nociva ao país.

Zé Doca recebe R$ 3 milhões do Ministério das Cidades




O Ministério das Cidades liberou R$ 3 milhões para a prefeitura do município de Zé Doca, no Nordeste do Maranhão. A verba anunciada esta semana é referente a um pedido feito pelo deputado Waldir Maranhão a partir de uma verba parlamentar e consiste na aplicação dos recursos em melhorias urbanas.

De acordo com o Ministério das Cidades, o programa atende a um planejamento apresentado pela prefeitura assinado pela prefeita Josinha Cunha.

A verba vai ajudar a prefeitura a realizar trabalhos de melhoria das vias urbanas. Concluídas as obras, num curto espaço de tempo, a população de Zé Doca certamente terá melhor qualidade de vida”, observa Waldir Maranhão.

O município de Zé Doca foi criado em 1988 e hoje possui cerca de 50 mil habitantes. Transformou-se num polo da microrregião do Pindaré, com um comércio que se sustenta principalmente do agronegócio. Zé Doca pode ser também transformado em um polo de biocombustível, por conta do interesse manifestado de empresas em explorar o negócio.

Dá-lhe! Polícia Federal na ´´órbita`` sarneysta



Juquinha

Para cumprir dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva, a Polícia Federal voltou às ruas, nesta quinta-feira (25), e deflagrou a Operação De Volta aos Trilhos, nos estados de Goiás e Mato Grosso. Agentes do Ministério Público Federal acompanharam os policiais.

A operação investiga crimes de lavagem de dinheiro decorrente do recebimento de propina nas obras da Ferrovia Norte-Sul. É mais um desdobramento da Lava-Jato.

Entre os alvos, o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, que foi levado para depor.  Um filho dele, o empresário Jader Ferreira das Neves, foi preso, assim como um advogado.

Juquinha é apontado como um dos supostos laranjas de José Sarney.

Executivos da Odebrecht delataram Sarney como um dos supostos beneficiários da propina destina aos executivos da Valec. Se referiam ao político com os codinomes  ‘o Grande Chefe’ e ‘Bigode’.

FAMEM divulga nota de pesar pela morte do prefeito Herialdo Pelúcio


José Herialdo Pelúcio
A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) divulga nota de pesar pela morte do prefeito de Presidente Vargas, José Herialdo Pelúcio Junior, de 61 anos, que morreu na manhã desta quinta-feira (25) vítima de um câncer de pulmão.



NOTA DE PESAR

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), através da sua presidência, manifesta pesar pelo falecimento do Excelentíssimo Senhor Prefeito Herialdo Pélucio  (PC do B) na manhã desta quinta-feira (25).

Desta forma, se irmana á família enlutada diante da imensurável dor e inestimável perda, assim como externa solidariedade e consternação a todos os munícipes da afável cidade de presidente Vargas.


Cleomar Tema
Presidente da FAMEM 

Prefeito de Lagoa Grande promove café da manhã em homenagem ao Dia do Gari




O prefeito de Lagoa Grande do Maranhão, Chico Freitas (PCdoB) serviu, em sua residência, um farto café da manhã aos agentes de limpeza pública do município, nesta quinta-feira (25), ainda em comemoração ao Dia do Gari, comemorado nacionalmente no dia 16 de maio.

Após oração, ao fazer uso da palavra, o prefeito reconheceu a importância do trabalho desenvolvido pelos agentes,  que mantém a cidade limpa.

Participaram do café, além do prefeito e garis, vereadores, secretários municipais e o delegado Dr. Rodson Almeida.

Prefeito Chico Freitas e garis


Fotos: Blog do Fernando Ramos

PCdoB emite nota de pesar pela morte do prefeito de Presidente Vargas, Herialdo Pelúcio




Morreu na manhã desta quinta-feira, dia 25, em um hospital de São Luís, José Herialdo Pelúcio Junior, de 61 anos, prefeito de Presidente Vargas, que fica a 165 km da capital.  A população do município está abalada com a morte do gestor.

Ele lutava contra um câncer de pulmão e estava internado desde a última sexta-feira.

Herialdo Pelúcio era filiado ao PCdoB, que emitiu nota de pesar.


Nota de pesar e solidariedade


O PCdoB Maranhão lamenta profundamente a morte do companheiro Herialdo Pelúcio, ativo integrante do partido, prefeito de Presidente Vargas. 

A morte do companheiro enluta o partido, que manifesta também pesar aos familiares, amigos e população de Presidente Vargas.

A morte do companheiro Herialdo interrompe a realização de um grande sonho por ele há muito acalentado e pelo qual lutou: ser prefeito de sua querida Presidente Vargas, tarefa à qual se dedicou com entusiasmo nesse curto período, mesmo já com estado de saúde debilitado.

São Luís, 25 de maio de 2017.

Comitê Estadual do PCdoB Maranhão.

Boatos: ponte com rachadura na estrutura fica em outro estado, não no Maranhão




Circula nas redes sociais a imagem de uma ponte com suposta rachadura na estrutura. No Maranhão, logo que surgiu a foto, as pessoas atribuíram à Ponte do Estreito do Mosquito, na BR-135, em São Luís.

Porém, os boatos foram esclarecidos. A imagem é da Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro. A empresa que administra a ponte esclareceu que o vão é normal, é uma junta que dilata de acordo com a temperatura.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pelo menos 10 pessoas são mortas em chacina no interior do Pará




Dez trabalhadores rurais – nove homens e uma mulher – foram mortos na quarta-feira 24 durante ação de despejo realizada por policiais do estado do Pará. A chacina teria ocorrido no interior da fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, na região de Redenção, Sudeste do Pará, a 860 quilômetros da capital Belém.
Segundo informações da imprensa da região, policiais militares e civis foram até a fazenda para cumprir 20 prisões de mandado de prisão. A operação policial foi liderada pela Delegacia de Conflitos Agrários em Redenção (DECA), com apoio de policiais de Redenção, Conceição do Araguaia e Xinguara. As identidades não foram reveladas e nenhum suspeito das mortes foi preso até agora.
Enquanto a CPT afirma que tratava-se de uma ação de despejo, a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará afirmou que os policiais estavam cumprindo mandados de prisão de suspeitos de terem matado um segurança da fazenda Santa Lúcia.
Em 30 de abril um homem foi assassinado na Fazenda Santa Lúcia, que havia sido reintegrada recentemente. Segundo relatos dos sobreviventes à época, uma viatura da empresa de segurança Elmo, com quatro seguranças, sofreu uma emboscada. O vigilante Marcos Montenegro foi atingido com um tiro na cabeça e morreu.
Conflitos agrários
O novo massacre ocorre em meio a uma escalada de violência ligada à terra no país. Em abril, dez pessoas foram assassinadas  em um assentamento no município de Colniza(MT), a 1.065 km de Cuiabá, próximo ao distrito de Guariba, em uma gleba denominada Taquaruçu do Norte. Entre os mortos estavam idosos e crianças. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, o massacre feito por “encapuzados”.
Segundo a CPT, conflitos fundiários são comuns na gleba onde ocorreram as mortes há mais de dez anos, com ocorrências de assassinatos e agressões. A CPT informou ainda que investigações policiais feitas nos últimos anos têm apontado que “os gerentes das fazendas na região comandavam rede de capangas para amedrontar e fazer os pequenos produtores desocuparem suas terras”.
Relatório “Conflitos no Campo Brasil 2016″, lançado na segunda-feira (17/03) pela CPT, revelou que o Brasil registrou 1536 conflitos relacionados a terra, trabalho e água, em 2016, 26,2% a mais do que em 2015. Os assassinatos também aumentaram: de 50 em 2015, para 61, um acréscimo de 22%. Já os conflitos relacionados exclusivamente a terras ocupadas por indígenas, camponeses e quilombolas somam 1295 e envolvem 687 mil camponeses.
Foto: ( WhatsApp)

O que seria de Maura Jorge se não fosse sua caravana, de Lago da Pedra




A ´´turma da Maura Jorge``, sempre as mesmas peças, entre elas vereadores da base, tem salvado a ex-prefeita de Lago da Pedra, pré-candidata ( diz ela: a governo do estado), de vexames maiores, depois do que aconteceu em santa Luzia ( veja ).

Na baixada maranhense, em passagem por Cajari e Viana, no último final de semana, não foi diferente, como mostrar a foto de uma das reuniões, onde, além da mãe da pré-candidata, dona Raimundinha, e do filho Waldir Neto, vários dos presentes são de Lago da Pedra. 

Mesmo assim, o fiasco ficou evidente, se considerado ato de apresentação da pré-candidatura a governadora.

Muito pouco para quem sonha alcançar o Palácio dos Leões.

Prefeitura de Igarapé Grande distribui fardamento aos agentes de limpeza




A Prefeitura de Igarapé Grande investe na segurança e garante dignidade aos homens e mulheres que trabalham na limpeza pública. O prefeito Erlânio Xavier (PDT) realizou, nesta terça-feira (23), a distribuição de fardamento para os agentes.

O fardamento é importante. Pois, além de padronizar, protege os profissionais que têm a missão de manter a cidade sempre limpa.


Capotamento com vítima fatal na MA-122, próximo a Bernardo do Mearim




Um grave acidente de trânsito foi registrado no final da manhã desta quarta-feira (24), na MA-122, próximo a cidade de Bernardo do Mearim, deixou uma vítima fatal e outras cinco feridas.

Os ocupantes do veículo, um Fiat Uno, todos natural de Poção de Pedras, retornavam de Pedreiras, onde cursavam faculdade. O motorista, um menor de idade, acabou capotando o veículo depois de perder o controle da direção.

Elilda Brito (foto) foi sacada do carro e teve morte imediata. As outras pessoas, algumas com fraturas e outras apenas com escoriações, foram encaminhas ao Hospital Municipal de Bernardo do Mearim e posteriormente transferidas para o hospital de Poção de Pedras. Todas estão fora de perigo.

Elilda era casada e tinha uma filha de 5 anos.

Márcio Jerry, Eltone e Mávio Rocha articulam para fortalecer o PCdoB em Lago dos Rodrigues



Mávio Rocha, secretário Márcio Jerry e Eltone Martins

O secretário de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, que também é presidente do PCdoB no Maranhão, recebeu nesta terça-feira (23), o jovem advogado, liderança política de Lago dos Rodrigues, ex-vereador Eltone Martins, e o coordenador do PCdoB na Região do Médio Mearim, Mávio Rocha.

Na reunião, entre outros assuntos, visando as eleições de 2018, foi discutido o fortalecimento do PCdoB em Lago dos Rodrigues. A sigla, no município, é presidida por Eltone.

Como um dos principais nomes da oposição, se não o principal, com grande apoio popular, o ex-vereador era cotado para disputar a Prefeitura nas eleições de 2016, porém, no último momento, abriu mão e cedeu apoio à seu tio, Cícero do Nena (PDT), que não conseguiu se eleger. No entanto, o projeto de Eltone Martins apenas foi adiado para 2020.

O líder político aproveitou o ensejo para  apresentar ao secretário algumas demandas de Lago dos Rodrigues: melhoramento de abastecimento de água, Escola Digna, fortalecimento da saúde, incluindo uma ambulância.

MA-315 deve impulsionar o Turismo na Região dos Lençóis Maranhenses




A construção dos 36 quilômetros da nova rodovia estadual, MA-315, entre Barreirinhas e Paulino Neves, deve impulsionar o turismo na região dos Lençóis. A parceria entre o Governo do Estado e a empresa Omega Energia vai facilitar o acesso do Maranhão à ‘Rota das Emoções’ e também vai oferecer um novo ambiente aos turistas com a construção de um Mirante localizado junto a Lagoa do Salgadinho.

Essa ligação não é importante só para Paulino Neves ou para Tutóia. É importante para nós todos. No turismo um ajuda o outro. Você precisa construir um polo que as pessoas visitem, que passem um dia aqui. É assim nos grandes destinos turísticos do mundo. A pessoa vai em Gramado, no Rio Grande do Sul e vai em Canela, a pessoa vai no Rio de Janeiro e vai em Búzios, a pessoa vai em Belo Horizonte e vai em Ouro Preto. Os Lençóis Maranhenses são um dos lugares mais bonitos do mundo, posso afirmar para vocês”, destacou o governador Flávio Dino.

Os povoados localizados ao longo do trecho da rodovia também serão beneficiados com tratamento urbanístico, com passeio, bloqueteamento e sinalização turística com instalação de Totens para facilitar os acessos aos locais de interesse paisagístico e turísticos. Na área de acesso às Dunas também será construído um estacionamento.

Com a primeira etapa, de adensamento das dunas e a compactação do terreno, realizada pela empresa Omega já é possível percorrer de carro, em 40 minutos a distância entre os dois municípios. A segunda etapa, com o alargamento da pista, correção das curvas perigosas, pavimentação asfáltica e sinalização horizontal e vertical, serão realizadas pela secretaria de Estado da Infraestrutura.

Para o início desta etapa o governo realizará, nos próximos dias, o processo de licitação como explica o secretário, Clayton Noleto.  “A estrada já se encontra aberta e agora nós vamos dar início à licitação para execução da pavimentação. Nosso objetivo é que até o final do ano, a obra já esteja em fase bastante avançada, e, dessa maneira, promovendo a integração definitiva da Rota das Emoções. E com certeza absoluta contribuindo para que todos os municípios dessa região, e, por consequência o Maranhão, tenham mais desenvolvimento e mais geração de emprego e renda”, afirmou.

Neste período as lagoas já estão formadas e o cenário já está atraindo os turistas. O ex-metalúrgico, Aldir Oliveira, mudou de São Luís para Paulino Neves e trouxe através da nova estrada, a irmã que mora no Rio de Janeiro, o sobrinho que mora em Curitiba, a filha e os netos para conhecer os Lençóis. “Estou deixando a capital e sempre sonhei morar aqui, minha mulher é daqui. É uma experiência ímpar, não tem coisa melhor do que você dormir e acordar escutando a passarinhada, a natureza, o som o vento, a qualidade de vida é indescritível e com essa estrada que já está proporcionando uma viagem mais rápida e com o asfalto com certeza não terá igual. Agradecemos o empenho do nosso governador, temos certeza que ele é um homem empenhado em ver o desenvolvimento do seu estado”, disse.

Para o motorista, Edilson Lima, que trabalha com o transporte de passageiros no percurso Barreirinhas-Paulino-Neves-Tutóia, há 39 anos já é possível sentir a diferença no percurso. Ele explica que teve muitas despesas com a caixa de marcha e diferencial da Toyota pela então má qualidade da estrada. “Agora com esse melhoramento na estrada vai ser ótimo para nós que trabalhamos com passageiro, porque o passageiro vai deixar de reclamar, nós vamos deixar de atolar, vamos rodar mais tranquilo e vamos ter carro por mais tempo. Vai durar mais tempo”, enfatizou. E fez questão de deixar o agradecimento para o governador Flávio Dino. “Eu quero dizer para ele que estou gostando demais, que apoio demais o trabalho dele. Dou ponto para ele”, completou.

A finalização dessa estrada vai viabilizar a ligação do litoral do Maranhão, a partir dos Lençóis, do litoral do Piauí, com o Delta do lado do Maranhão e do Piauí, até a cidade de Jericoacoara no Ceará, constituindo um polo forte de desenvolvimento turístico.