Governo do Maranhão

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domingo, 6 de março de 2016

Visitas para enfrentamento ao Aedes aegypti alcançam 91% dos domicílios no Maranhão



“Se o mosquito pode matar, ele não pode nascer”, com esse slogan, a campanha de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, lançada pelo governo Federal, convocou um esforço nacional que já alcançou 88,8% dos domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais brasileiros. Nesse primeiro ciclo de visitas, em todo o Brasil, mais de 48 milhões de imóveis foram vistoriados pelos militares e agentes de saúde e outros 11,3 milhões estavam fechados.
O Maranhão possui 1.477.966 imóveis. Até essa sexta-feira (4), cerca de 1.347.167 foram visitados, alcançando um percentual de 91,15%. No estado, o governo Flávio Dino, fortaleceu o trabalho dos agentes comunitários de saúde e de endemias com as ações desenvolvidas no ‘Plano Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti’.
No primeiro ciclo de visitas, que corresponde ao período entre janeiro e o dia 29 de fevereiro, o percentual era de 88,97% imóveis alcançados, que corresponde a 1.314.987 domicílios. Desses, 130.679 estavam fechados, ou houve recusa por parte dos moradores, mas foram recuperados pelos agentes.
O segundo ciclo da mobilização começou em primeiro de março. O número de vistorias para o combate ao mosquito seguiu ritmo crescente, passando para os 1.347.167 imóveis trabalhados e alcançando o atual percentual. Os números fazem parte do balanço divulgado pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika (SNCC).
O secretario de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, considera os números positivos um resultado consolidado das ações conjuntas que estão sendo realizadas no Maranhão. “Os esforços de todos os envolvidos no processo de combate ao mosquito, tem resultado na efetivação das visitas e, com isso, possibilitado a ação dos agentes comunitários e militares para impedir que o mosquito nasça em criadouros públicos ou domiciliares. Reforçamos que se toda a população fizer o dever de casa e evitar os ambientes propícios para o mosquito, estaremos cada vez mais perto de alcançar a meta do Ministério da Saúde que é reduzir o índice de infestação para menos de 1%”, afirmou o secretário Marcos Pacheco.
As visitas domiciliares são essenciais para o combate ao vetor. No contato constante com a população, os agentes de saúde e o exército brasileiro têm desenvolvido ações com os moradores, relativas aos cuidados permanentes para evitar depósitos de água nas residências. É importante ressaltar que desde o dia 4º de fevereiro, o Governo do Estado autorizou a entrada forçada de agentes públicos de combate ao Aedes em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados, ou em locais com potencial existência de focos, no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local.
Nesse primeiro ciclo, as visitas em todo o Maranhão contaram com a presença diária de cerca de 15.800 agentes comunitários de saúde (ACS) e 3 mil agentes de controle de endemias (ACE), com o apoio dos militares para reforçar as equipes para atendimento.
Parceria com a Cruz Vermelha
Na manhã dessa sexta-feira (4), representantes da Cruz Vermelha Internacional e Brasileira reuniram-se com técnicos da Secretaria Adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), para discutir diretrizes de trabalho no combate ao mosquito. Neste primeiro momento, está sendo feito um levantamento das necessidades de cada Estado, para que a Instituição interfira com apoio psíquico, social, educativo e de infra-estrutura.
A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Léa Márcia Melo da Costa, destacou os trabalhos do governo nas áreas de capacitação e mobilização para combate ao vetor. “Alcançamos 91,15% dos imóveis e estamos focando na meta, que é visitar 100% dos imóveis do Maranhão. O trabalho de capacitação dos soldados do Exército que, junto com técnicos de controle da SES, estão atendendo as demandas recebidas através dos telefones disponibilizados para denúncias de focos de criadouros do mosquito, também tem possibilitado o atendimento de mais imóveis em tempo hábil”, explicou Léa Márcia Costa.
Boletim geral
Em 2016 de acordo com o último boletim epidemiológico, no Maranhão foram registrados 5.372 casos notificados de Dengue, destes 493 casos já foram confirmados por sorologia. De Chikungunya foram 838 casos notificados, destes 180 casos foram confirmados. Sobre o Zika vírus, 283 casos foram notificados, destes 9 foram confirmados por sorologia.

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