quinta-feira, 7 de abril de 2016

Senador do PMDB propõe eleições gerais.E aí ?




O parecer favorável à autorização da abertura do processo por “indícios de atentado contra a Constituição”,lido na sessão de ontem pelo relator da comissão do impeachment,Jovair Arantes,era o já sabido,o já visto antes de ter acontecido.

As eleições de 2014 foram consagradas com a proclamação do resultado, a diplomação e a posse dos eleitos; a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer, e os governadores e vices no dia 1º de janeiro de 2015,e deputados estaduais, federais e senadores no dia 1º de fevereiro do mesmo ano. Portanto, é completamente descabida a idéia de se propor a realização de eleições gerais, como está propondo o senador Valdir Raup, do PMDB.

Essa tentativa de dar uma nova roupagem ao golpe que está sendo engendrado pelos grupos conservadores de parlamentares, liderado por políticos e empresários de São Paulo, que tentam a todo custo retomar a hegemonia do poder central, perdida desde a ascensão do PT ao governo há 13 anos, pode ser considerada até inconstitucional. A constituição assegura que os mandatos, em todos os níveis, é de 4 anos e o de Dilma Rousseff encerra no dia 31 de dezembro de 2018.

Convocar eleições gerais não é a saída para os graves problemas que o país enfrenta, já que a crise é mais política que econômica, como se todos os males tivessem sido causados só pelo governo. O cerne da crise está na Operação Lava Jato, que saiu do controle, quando o juiz  Sérgio Moro, que coordena as investigações, desviou o rumo destas para atingir o governo e acabou atingindo a nação, causando descontrole na economia.

As conseqüências da atitude do juiz foi que o poço do envolvimento de políticos na corrupção na Petrobrás e outros setores da infraestrutura governamental era muito mais profundo, ou seja, Moro atirou no que viu e acertou no que não viu. As descobertas atingiram políticos de partidos engajados na desestabilização do governo, gerando uma contra-reação da sociedade em relação ao processo de impeachment da presidente sem crime de responsabilidade comprovado.

É fácil perceber que a proposta de antecipar as eleições de 2018 para 2016 só interessa mesmo para quem quer ver a presidente fora do cargo. Será que em sua proposição, o senador Raup colocará um artigo proibindo parlamentares citados na Lava Jato ou em outros casos de corrupção de se candidatarem? Os presidente da câmara e do senado ficam fora da disputa? Porque nesse processo, a presidente ficará impedida de se candidatar.

Tudo sem rumo.Ou será um novo golpe?!

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