domingo, 19 de junho de 2016

Apreensões de drogas geram prejuízo de mais de R$ 12 milhões ao narcotráfico no MA



No período de janeiro de 2015 a maio de 2016, a apreensão de drogas no Maranhão gerou impactos significativos no poderio de quadrilhas e facções que atuavam na capital e no interior. A partir do trabalho de investigação e monitoramento de rotas de tráfico, a Polícia Civil, em operações realizadas pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcótico (Senarc), apreendeu mais de 1,5 toneladas de entorpecentes – crack, cocaína e maconha, avaliados em mais de R$ 12 milhões.
“Estamos apreendendo essa droga principalmente na chegada ao estado, antes de ser distribuída e isso gera um impacto muito grande no crime de uma forma geral. As quadrilhas ficam sem dinheiro para a compra de armas, por exemplo, e, com isso, cai número de homicídios, o número de assalto a bancos e a guerra entre facções também fica enfraquecida”, explicou o delegado Carlos Alessandro Rodrigues, titular da Senarc.
De acordo com dados fornecidos pela Superintendência, no período de janeiro a maio de 2014, foram apreendidos 30kg de drogas. No mesmo período de 2015, esse número foi multiplicado cerca de 10 vezes: o total de apreensões foi de aproximadamente 380 kg; curva de crescimento mantida nos primeiros cinco meses de 2016, quando já foram apreendidos cerca de 600 kg de entorpecentes. Variação de 1.900% entre 2016 e 2014.
“A primeira grande mudança foi a criação da Senarc pelo governador Flávio Dino, o que foi feito através da lei n° 10238 de maio de 2015. Começamos a funcionar efetivamente desde agosto, e, diferente do antigo Denarc, a abrangência estadual passou a ser maior principalmente porque temos agora uma estrutura própria com nove delegados recém-nomeados, investigadores e escrivães”, explicou.
Além da quantidade expressiva de drogas apreendidas em menos de um ano – 1,5T, a Superintendência apresenta outros resultados como 192 prisões e apreensão de 135 armas de diversos calibres, o que atinge a estrutura do crime organizado não apenas no Maranhão. Já foram desarmadas ramificações locais de quadrilhas de outros estados.
Em janeiro, por exemplo, além das 119 peças de crack avaliadas em R$ 2 milhões e confiscadas em Estreito, a polícia também conseguiu capturar os receptores da droga. “Não é um trabalho que pega apenas as chamadas ‘mulas’, que é quem transporta. Monitoramos e identificamos os donos da droga e, nesse caso de Estreito, era um traficante foragido cujo filho é um dos líderes do tráfico no Mato Grosso do Sul”, informou Carlos Alessandro.
Avanços
Percebendo o papel das denúncias no trabalho de combate ao tráfico, a Superintendência abriu um canal direto de comunicação com a população por meio do aplicativo WhastApp. Funcionando no número (98) 9.9163-4899, o novo meio de comunicação está disponível 24h, durante todos os dias da semana e, num período de 40 dias, já forneceu informações que culminaram em 24 prisões, apreensão de três armas e de 80kg de entorpecentes.
“É um canal que está em pleno funcionamento e que nos ajudou em importantes operações. Numa delas, realizada no último mês, conseguimos pegar um carregamento de droga avaliada em R$ 700 mil”, informou.
Novas delegacias
A previsão é que até o final deste ano, cinco delegacias regionais sejam inauguradas, novos policiais integrados ao quadro, além de reforços para o trabalho diário. “O Governo já adquiriu dois cães treinados para identificação de entorpecentes e explosivos que chegarão neste mês. Seremos a primeira Polícia Civil do Nordeste a contar com esse recurso, e, além disso, teremos o acréscimo de cinco delegacias regionais e desenvolveremos o trabalho de prevenção, com projetos permanentes de conscientização e combate ao uso de drogas desenvolvidos nas comunidades através de parcerias com outras secretarias de governo”, detalhou Carlos Alessandro.

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