Governo do Maranhão

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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Cerca de 130 mil pessoas são diretamente beneficiadas com as obras de recuperação da Barragem do Bacanga




Com o rompimento do cabo de aço que sustentava a única comporta em andamento, na Barragem do Bacanga, no dia 17 de setembro de 2015, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) iniciou uma intervenção emergencial bloqueando a entrada de água no Lago do Bacanga com a colocação de pedras para evitar que a inundação desabrigasse 27 mil famílias e impedisse o acesso de outras 100 mil que moram em bairros como Areinha, Sá Viana, Primavera, Vila Embratel, Bairro de Fátima e Coroadinho.

Para auxiliar nas intervenções da barragem foi criado um grupo de trabalho que está desenvolvendo estudos para identificar possíveis consequências e eventuais impactos junto à comunidade e ao meio ambiente. “A primeira função do grupo é montar cenários a partir de estudos que já estão sendo desenvolvidos para termos uma ideia de quantas pessoas dependem do lago, quantas pessoas estariam em risco caso a barragem rompesse, e, também, para montar cenários de possíveis consequências à fauna e flora”, explicou o cientista ambiental e coordenador do estudo, Márcio Vaz.

O Lago do Bacanga é artificial. Surgiu na década de 1970, a partir da construção da barragem, com três comportas em funcionamento, com o objetivo de fornecer uma ligação rodoviária com o Porto do Itaqui, melhorar a paisagem e viabilizar novas áreas para a expansão urbana de São Luís. O problema é que a estrutura ficou mais de 40 anos sem receber manutenção. Em 2007 houve a primeira ameaça de inundação, a única comporta de setor operacional cedeu e foi substituída por uma nova.

Em 2015 o atual Governo do Estado recebeu a barragem com duas comportas paralisadas e apenas uma funcionando de forma precária. A equipe da Sinfra chegou a elaborar um projeto de recuperação das comportas, mas antes que fosse aprovado e passasse pelos trâmites licitatórios houve o rompimento da única que estava em funcionamento.

Se não tivéssemos tido a perda dessa terceira comporta, já teríamos resolvido o problema do cenário que nós tínhamos antes do rompimento da comporta. Com o rompimento, virou uma situação emergencial e tivemos que colocar as pedras para evitar que 27 mil famílias do entorno da barragem ficassem desabrigadas. Por isso foi fechada a passagem e mandamos fabricar essa terceira comporta”, esclarece o subsecretário da Sinfra, Adenilson Pontes.

Atualmente, os serviços estão na fase de recuperação e reforço estrutural das pontes que ficam sobre a barragem. Nesta fase, elas receberão, também, os equipamentos e urbanização para embelezamento. A primeira etapa foi a recuperação das seis comportas do tipo stop-logs, que foram concluídas em janeiro para amenizar a troca das águas, viabilizando a salinidade e oxigenação do lago do Bacanga.

A última fase será a implantação da comporta grande do tipo vagão, a peça está sendo fabricada por uma empresa especializada no estado de São Paulo devendo chegar a São Luís no dia 28 de novembro. Adenilson Pontes explica os motivos da demora. “Só existem duas empresas no Brasil com capacidade para fazer essa comporta. Não é como produzir um portão, simplesmente, é algo muito grande e com muitos detalhes técnicos”.

O planejamento para a condução dos serviços foi elaborado em conjunto com moradores do entorno e as comunidades pesqueiras. O acompanhamento dos serviços é realizado de forma regular por representantes destes grupos que promovem o elo com as equipes de trabalho.

Sobre a questão técnica, a Sinfra tem nos orientado. Os pescadores e comunidade sentaram com a Sinfra e o prazo que nos foi dado seria até janeiro, mas que iam fazer de tudo para antecipar para dezembro porque vem aí período chuvoso e a gente nunca sabe como é o inverno. E de certa forma esse problema é prejuízo não só para o Sá Viana, Jambeiro como toda área do Itaqui-Bacanga que dependem do lago e do seu sistema”, disse o presidente da associação de moradores do Sá Viana, Alex Rodrigues.

Walter Cutrim também mora na região do Bacanga. Ele tem acompanhado as reuniões para entender mais sobre o problema. “O governo está trabalhando e está procurando o melhor para resolver o mais rápido possível. Mas só que as coisas não se resolvem de uma hora para outra. Mesmo assim estamos muito ansiosos para ver tudo resolvido”.

Atualmente a Barragem tem, basicamente, a finalidade de prover o acesso viário ao Porto do Itaqui e bairros como Anjo da Guarda, Sá Viana e Vila Embratel, controlar as cotas de cheia do lago para evitar inundações e gerenciar a qualidade de água do lago promovendo a manutenção da atividade pesqueiras da área.


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