segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Governo do Maranhão em missão no Panamá



Apresentar as vantagens competitivas do Porto do Itaqui para fomentar a operação com contêineres e buscar parcerias no mercado internacional foi a principal pauta da missão maranhense que visitou a cidade do Panamá na última semana. O grupo, formado pelo vice-governador, Carlos Brandão, pelo presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária, Ted Lago, e pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, José de Ribamar Barbosa Bello, visitou três terminais portuários e participou da Expologística, o maior evento de logística da região, onde foi montado um estande do Porto do Itaqui.

Como resultado da missão o Governo do Maranhão propôs uma agenda de trabalho conjunta com a Embaixada do Brasil no Panamá e as autoridades portuárias dos terminais visitados. “A intenção é posicionar o Itaqui como porto que reúne as características para atuar como hub logístico no Brasil e conhecer melhor a movimentação no Canal do Panamá, bem como as dos terminais portuários que lá operam”, afirma o vice-governador, Carlos Brandão.

Logo após a abertura da Expologística, o estande do Itaqui recebeu a visita do ministro da presidência daquele país, Álvaro Alemán, e da representante do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Susana Pinilla, entre outras autoridades. A comitiva do Maranhão contou, ainda, com o diretor de Operações, José Magalhães, e o assessor da presidência, Artur Thiago Costa, ambos da EMAP; além do assessor especial do vice-governador, Nilo Sérgio Pereira.

Três pontos estratégicos

A programação da visita foi organizada com apoio do secretário da Embaixada do Brasil no Panamá, Patrick Bestteti Mallmann, e baseada em três pontos a respeito das vantagens competitivas do Porto do Itaqui. O primeiro diz respeito à localização geográfica do porto – que é o último porto profundo da região de quem segue em direção ao Canal do Panamá e o primeiro de quem vem de lá. Atualmente, entre as embarcações que cruzam o Canal, 90% delas transportam contêineres.

Após a conclusão recente de expansão, o Canal do Panamá, que antes só permitia a passagem de navios com capacidade de, no máximo, 6 mil contêineres, agora pode ser cruzado por navios com capacidade para até 14 mil contêineres de 20 pés. Esses navios, os chamados New Panamax, precisam de 15 metros de calado para operar plenamente. E é aqui que entra o segundo ponto que o Itaqui oferece de vantagem: a profundidade dos berços, que varia de 12 a 19 metros, naturalmente apto a receber embarcações desse porte. Para se ter uma ideia, o maior porto da América Latina em movimentação de contêineres – com 3,6 milhões de TEUS movimentados em 2015 – é o de Santos, com calado de 13 a 14 metros.

E o terceiro ponto é a área de influência do Itaqui, que cobre toda a região centro norte do país, reconhecida área produtora de proteína e servida por modal rodoviário e ferroviário. “Apresentamos as vantagens competitivas do nosso porto, seu potencial para operação de contêineres e as melhorias de infraestrutura que estamos implementando para ampliar a capacidade da movimentação desse tipo de carga. E para isso teremos nesta quinta-feira, 27, a abertura da sessão de licitação para as obras dos pátios H e G, que serão preparados para armazenagem de contêineres, inclusive com tomadas para receber contêineres reefers (refrigerados)”, afirma o presidente da EMAP, Ted Lago.

Agenda

Acompanhada pelo engenheiro Tomas Douglas, da Autoridade Marítima do Panamá, a comitiva visitou, na quarta-feira, 24, os portos PSA – Panamá Internacional Terminal e o Porto de Balboa, ambos localizados no Oceano Pacífico, e o Observatório de Miraflores, comporta do Canal do Panamá de onde se pode observar a passagem de navios através de sua movimentação.

Esses dois terminais ocupam a segunda posição entre os maiores portos da América Latina. Funcionam como entrepostos, já que somente 10% dos contêineres movimentados por eles saem ou ficam no Panamá. É assim que ocorre no Porto do Itaqui com as operações de combustíveis e que tem o potencial para se tornar realidade com o fomento da movimentação de contêineres. “Com a diferença de que as operações com contêineres devem beneficiar diversas cadeias produtivas no Maranhão e estados vizinhos, principalmente a da proteína”, diz Lago.

Na sexta, 21, o grupo visitou o Manzanillo International Terminal (MIT), localizado na costa atlântica do Panamá, próximo à entrada do Canal. Trata-se de uma empresa de capital privado americano e panamenho que de destaca como maior operador de terminais marítimos, estivadores e ferrovias dos Estados Unidos. Como última agenda oficial a comitiva maranhense conheceu o Marine Traffic Control, a torre de controle do Canal do Panamá.

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