Governo do Maranhão

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Capitã da Polícia Militar do Maranhão participará de missão da Força de Paz da ONU




A Polícia Militar do Maranhão estará representada em missão da Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), no Sudão do Sul, África. A capitã Emmy Pereira Coelho, 28 anos, foi escolhida para integrar o grupo de ajuda humanitária no país, após aprovação em concorrido seletivo. Apenas dois oficiais do Brasil foram selecionados para a missão. A capitã tem embarque marcado para dia 17 deste mês. A primeira parada será em Uganda, onde a oficial passa por treinamentos específicos, em seguida, viaja para o Sudão do Sul, onde permanecerá por um ano.

O governador Flávio Dino avaliou como muito significativa a participação do Estado na missão humanitária e parabenizou a policial. “É importante para a oficial e, portanto, para a Polícia Militar do Maranhão. Mostra a excelência da corporação, além de se tratar de uma missão nobre em uma região, que, infelizmente, não é vista”, disse o governador. Dino ressaltou que o Brasil tem uma ligação histórica, gastronômica e cultural com a região africana, reforçando a importância da missão. “Que essa missão seja exitosa e que nossa representante desempenhe bem seu papel, somando na recuperação desse país e da dignidade desse povo tão sofrido”, disse Flávio Dino.

A capitã é uma oficial muito preparada e estamos felizes com a participação dela nesta missão da ONU. Ela está de parabéns pela coragem, pela obstinação e sabemos que ela representará muito bem nosso Estado e o nosso país”, destacou o chefe do Gabinete Militar do Governo do Estado, tenente coronel Silva Carlos Leite Mesquita. Para a capitã, a oportunidade é única e representativa, por se tratar de um processo criterioso e por fazer parte de um grupo de ajuda humanitária. Emmy Coelho fez o processo seletivo para a missão em 2014, e, esse ano, foi comunicada da vaga para o Sudão do Sul.

Emmy lembra que estava ansiosa para saber de qual missão participaria e quando relatou à família, obteve apoio e muitas recomendações. “Ainda não sabia para qual missão iria e fiquei muito feliz por poder fazer parte desse momento e ajudar essas pessoas nessa missão humanitária. Minha família ficou feliz por esse momento da minha carreira militar e me desejou todo o êxito. São poucos os oficiais que participaram dessa missão e todo aprendizado obtido vai somar muito no trabalho que desenvolvo aqui. Para mim é um desafio e um grande aprendizado”, enfatizou a oficial. A capitã tem nove anos de serviço na Polícia Militar do Maranhão.

Os critérios de escolha para as missões incluem domínio de língua inglesa, ser habilitado por no mínimo um ano, ter noções de informática e passar no seletivo que tem provas de inglês específico para a atividade militar, direção de veículo traçado e tiro, entre outros. “Recebi muito apoio da corporação para chegar até aqui e vou fazer o melhor para que possamos atenuar o sofrimento dessa população”, disse Emmy Coelho. O processo é realizado duas vezes por ano nas cidades de Manaus, Brasília, Recife e Porto Alegre, com provas aplicadas pelo Exército Brasileiro.

Chegando ao país, a capitã vai desempenhar ações humanitárias, não armada, protegendo os refugiados e garantindo que a ajuda da ONU chegue às populações mais afetadas com a fome, escassez de água e a violência. São desenvolvidas, ainda, atividades de policiamento comunitário, lidando diretamente com esta população no dia a dia.

A realidade é bem diferente da nossa. Quando somos escolhidos recebemos todas as informações do lugar e as adversidades que podem ser encontradas. Espero poder contribuir bastante com essa missão, levando o nome do nosso Estado e ajudando aquele povo”, avaliou a capitã. No Sudão do Sul, Emmy Coelho ficará em base montada da ONU, sob a coordenação do Ministério da Defesa do Brasil.

Estado de guerra

O Sudão do Sul completou quatro anos de independência em relação ao Sudão em julho deste ano. O país de quase 12 milhões de habitantes, que é o mais novo do mundo, é também uma das nações com pior situação humanitária. Há mais de um ano e meio, o país sofre com a guerra civil que opõe o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente, Riek Machar, acusado de preparar um golpe de Estado. De acordo com a agência para refugiados da ONU, o Acnur, o conflito provocou mais de 2,2 milhões de deslocados.

Deste total, mais de 730 mil pessoas que viviam no Sudão do Sul fugiram para países vizinhos e 1,5 milhão tiveram que abandonar as suas casas e procurar abrigo em outras regiões do país. Além disso, o Sudão do Sul acolhe mais de 250 mil pessoas que fugiram do vizinho Sudão. O número de civis refugiados nas seis bases da Missão da ONU no país (Minuss) já ultrapassou os 150 mil, sendo que alguns estão ali desde o início dos combates, em dezembro de 2013.

A violência no país atingiu tais níveis que, em algumas ocasiões, a ONU denunciou “violações generalizadas dos direitos humanos”. Atrocidades como o assassinato de crianças, castrações, estupros e degolas são alguns exemplos do que ocorre na região. Em maio, a Unicef denunciou o assassinato de 26 de crianças – algumas de apenas 7 anos – e o sequestro de dezenas de outras em ataques realizados por grupos armados, formados homens e meninos armados, vestidos de militares ou civis, no estado de Unidade.

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