Governo do Maranhão

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Governo monitora áreas endêmicas de Febre Amarela no Maranhão




O Maranhão é um dos estados brasileiros que não possui casos confirmados de Febre Amarela há 22 anos, apesar de estar localizado em uma área endêmica da Febre Amarela. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem reforçado as ações de vigilância através de trabalho conjunto, envolvendo as vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental e o departamento de Imunização. As ações são coordenadas pelo Departamento de Controle de Zoonoses.

A principal forma de prevenção da doença é a imunização. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a vacinação é recomendada para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, principalmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas de mata, onde o vírus ocorre naturalmente.

A vacina contra a febre amarela é incluída no Calendário Nacional de Vacinação e está disponível permanentemente, de forma gratuita, nos postos de saúde. No período chuvoso, quando aumentam as populações de mosquitos, que são os principais vetores do vírus da febre amarela, existe um alerta maior relacionado ao reforço da imunização.

Em 2016, a cobertura vacinal de rotina no estado, em crianças de até um ano, foi de 59,98%. Quem recebeu apenas uma dose da vacina precisa tomar o reforço, mesmo que seja adulto. Com as duas doses administradas, a pessoa está imune e não corre risco de contrair a doença”, explicou a chefe do Departamento de Controle de Doenças Imunopreveníveis da SES, Helena Almeida.  Quem for fazer viagem internacional, ou para regiões de matas, florestas e rios, deve seguir a orientação do MS, de atualizar a caderneta de vacinação. 

No Maranhão, entre os anos 1973 a 1995, ocorreram 101 casos confirmados de febre amarela, com 19 óbitos. Segundo a coordenadora do Programa de Combate a Febre Amarela (PCFA), do Departamento de Controle de Zoonoses, Cláudia Castro Carvalho, como parte das ações estratégicas estão a identificação das áreas de circulação viraI, das populações sob risco e das áreas prioritárias para a adoção das medidas de prevenção e controle.

A maior dificuldade ainda é em relação à imunização, pois muitos não realizam nem a primeira dose. Fazemos busca ativa dos sinais e sintomas para monitorar os casos suspeitos e, em cada localidade, é feito rastreamento de como está a cobertura vacinal. Os casos de óbitos já registrados no estado foram na região Centro Sul. Apesar de depois disso não termos casos confirmados, é mantido o alerta pela preocupação com o vetor e por sermos uma área endêmica”, explicou a coordenadora do PCFA.

No Brasil, entre julho de 2014 e dezembro de 2016, foram notificados 783 casos de febre amarela silvestre com 14 confirmados. Essa forma da doença é transmitida por vírus hospedado em macacos. Por este motivo, quando ocorre morte de animal em áreas silvestres, o serviço de vigilância epidemiológica faz a busca ativa e investiga as causas do óbito.

Imunização

A imunização é necessária para proteger a população, pois o contágio no meio urbano se dá através do mosquito Aedes aegypti e pode ocorrer quando o mosquito não infectado pica um animal infectado e, depois, esse mosquito transmite a doença para o ser humano. A confirmação do diagnóstico pode ser feita por exame laboratorial ou, em caso de óbito, por histopatologia.

Geralmente, após a infecção, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos se manifestam de três a seis dias. Na forma grave, alguns desses sintomas se apresentam já de forma grave ou com insuficiências hepáticas e renais, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

A doença

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti.

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