sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

No Maranhão, democracia e inclusão rompem as décadas de oligarquia






Com o programa Mais Cultura e Turismo, o governo passou a mapear e catalogar os grupos folclóricos do Estado e fazer com que os artistas possam ser acessados facilmente para os eventos do calendário estadual oficial. Com isso também foi possível criar um intercâmbio entre os produtores culturais de São Luís e do interior, através de caravanas, promovidas pela Secretaria Estadual de Cultura que percorre as cidades levando e absorvendo a cultura local. “Antes o acesso dos grupos ao calendário anual de cultura era bastante restrito, nós conseguimos ampliar isso. As nossas dua âncoras são o Carnaval e o São João e dentre destas festas nós temos consegui contribuir”, explica Vanessa. 


Com a caravana de cultura, o Estado leva os artistas da capital para o interior e nos municípios menores faz um mapeamento do que já existe para promover o intercâmbio e fomentar o desenvolvimento dos grupos folclóricos e dos artistas envolvidos em outras áreas. Além disso, há escolas públicas de teatro e música que já atendem na capital, mas agora passaram a viajar também com a caravana para oferecer cursos e oficinas nos municípios do interior. 

Vanessa explica que a prioridade da nova gestão foi estabelecer um diálogo saudável com os artistas e produtores de cultura. “Nós temos o Plano Estadual de Cultura que quando nós assumimos o encontramos adormecido, engavetado e com cupim no armário. Precisava avançar nos municípios, então nós retomamos a relação do governo com o Conselho Estadual de Cultura, que é hoje é nossa principal veia de difusão do plano. Foi necessário reconstruir essa essa relação [com os artistas] porque o que existia era algo muito diferente do que deveria ser”. 

Com a mudança do cenário nas eleições municipais deste ano, a Secretaria Estadual de Cultura vai passar a atuar com os novos prefeitos a partir de 2017 para esclarecer sobre a importância de dar prioridade a esta pasta. “Até agora, só 40% dos nossos municípios aderiram ao Plano de Cultura, vamos desenvolver um trabalho para ampliar este número. Pouquíssimas cidades têm Secretaria de Cultura porque isso era completamente ignorado em gestões anteriores. E agora precisamos realmente mudar a visão que os gestores têm sobre a cultura para fazer avançar”, explica a secretária. 

Questionada sobre como o Maranhão está ampliando as ações na área da Cultura e promovendo políticas públicas e ações de inclusão ao passo que o Brasil faz justamente o contrário: corta investimentos e aplica uma politica austera, Vanessa explica que, na verdade, a Secretaria não lida com um orçamento maior, apenas distribui de uma forma distinta. “É uma opção de governo”. 

Segundo a secretária, não há mais recursos atualmente na Secretaria, em relação ao que havia nos anos anteriores, o que mudou foi a forma de gerenciar o orçamento. “Começamos a cortar gastos desnecessários para poder investir no que realmente importa. Nós encontramos uma realidade que talvez não fosse a ideal, haviam contratos muito altos para a execução de ventos, gastava-se muito para obter resultados baixos. Hoje 80% da minha equipe trabalha nos eventos que promovemos, não subcontratamos ninguém para fazer o que nós mesmos podemos fazer, isso possibilita direcionar o orçamento para outras ações”. 

Vanessa é produtora cultural há anos e conhece a cultura do Maranhão como a palma da mão, mas nunca tinha atuado na gestão pública. Assim como ela, existem outras dezenas de pessoas que agora ocupam cumprem funções em praticamente todas as secretarias estaduais “Este governo foi muito responsável ao priorizar em suas pastas funcionários com qualidades técnicas favoráveis. Todas as secretarias têm hoje bons quadros técnicos. O governador foi muito criterioso nesta questão e isso é algo que nos orgulha muito, não só porque é um governo de mudança que vem contrapor mais de 50 anos de oligarquia que havia neste estado, mas também porque existe uma visão de administração pública com mais responsabilidade, isso, pra mim, é a principal mudança”. 

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