terça-feira, 18 de abril de 2017

Em entrevista a pool de rádios, Flávio Dino faz balanço do Governo e aborda temas nacionais




O governador Flávio Dino concedeu entrevista com duração de mais de uma hora a um pool de 40 emissoras de rádio de todas as regiões do Maranhão, nesta terça-feira (18). O grupo de veículos retransmitiu a entrevista, realizada ao vivo no estúdio da Rádio Timbira AM, em São Luís. Na ocasião, ele discorreu sobre as realizações do Governo do Estado nos primeiros 27 meses de gestão e cumpriu o compromisso assumido ainda na entrevista de balanço de dois anos de gestão, de realizar, constantemente, diálogo amplo e aberto de prestação de contas e realizações.

Durante a entrevista, Flávio Dino respondeu perguntas de comunicadores e ouvintes de São Bento, São Vicente Férrer, Chapadinha, Viana, São Bernardo, Codó, Imperatriz e São Luís acerca de temas atinentes às realizações do Governo do Estado, destinação de obras e serviços para as regiões do Maranhão, além de temas nacionais, como a crise econômica e institucional e a Reforma da Previdência. “A entrevista foi uma oportunidade de mostrar que temos rumo, caminho e precisamos ter muita confiança que o Brasil vai sair dessa grande crise. E o Maranhão vai ser beneficiário desta vez porque tem um Governo que está fazendo o máximo possível para garantir mais direitos e mais serviços públicos para todos”, ressaltou o governador.

Percorrendo todas as principais áreas e ações do Governo, a entrevista teve início com o tema educação, que, segundo Flávio Dino, é a principal demonstração do rumo certo que o Maranhão atualmente vive. Ele explicou que 2017 começou com muitas realizações neste campo, com a inauguração de uma escola a cada dia útil no último mês e a previsão de entrega de mais quatro somente esta semana. “O programa Escola Digna tem produzido ótimos resultados”, realçou.

Além das obras de infraestrutura, o governador enfatizou a realização do maior programa de formação de educadores da história do Maranhão. “Nós temos hoje 50 mil professores da rede estadual e das redes municipais. São entregues materiais pedagógicos, são feitos cursos para que esses educadores se capacitem ainda mais”, detalhou, enaltecendo ainda a valorização salarial do magistério. Hoje, o Maranhão paga o maior salário de professor do Brasil.

Reconhecimento em momento de crise

Outro ponto abordado durante a entrevista foi o reconhecimento fiscal do Maranhão mesmo em momento de aguda crise nacional. “Queria dividir com todo mundo a alegria por ver o reconhecimento do nosso Governo por duas instituições independentes. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Banco Central”, frisou. A Firjan reconheceu que o Maranhão, hoje, ocupa a segunda posição como o estado mais bem governado do ponto de vista financeiro do país.

Já o Banco Central fez um relatório sobre a situação fiscal dos estados e classificou por cores os que estão em pior situação e os que estão em melhor situação. E o Maranhão também está no primeiro escalão, nos estados que estão em melhor situação fiscal. “Qual a razão disso? Muito trabalho. Trabalho sério que começa de manhã cedo e vai até de noite. Meu, da minha equipe, dos servidores públicos do Maranhão, a quem agradeço. Para garantir que, em meio a essa gravíssima crise, a maior da história econômica do nosso país, a gente consiga ter resultados”, explicou.

Programas de apoio aos municípios

O governador Flávio Dino falou também de programas de apoio aos municípios, como o 'Mais Asfalto' e a entrega de ambulâncias às prefeituras municipais. Até o momento, o Governo já entregou 44 veículos com equipamentos de ponta para cidades de todas as regiões do Maranhão e chegará aos 217 até o final do ano.

Outro programa que também chegará a todos os municípios maranhenses é o 'Mais Asfalto'. “É uma novidade que quero anunciar em primeira mão. Nós vamos chegar a todas as cidades do Maranhão. Todas as cidades serão abrangidas pelo programa Mais Asfalto. Logo que as chuvas melhorarem nós vamos intensificar o ritmo”, garantiu Flávio Dino.

Avanços na saúde mesmo em tempos de crise

Principal problema do Brasil atualmente, a saúde vem sofrendo cortes desde a esfera federal até a municipal em todo o país. Mas no Maranhão a área anda na contramão da crise nacional. O governador Flávio Dino destacou que hoje o estado tem “mais leitos hospitalares em todas as áreas do que havia no passado”. Ele citou a abertura dos hospitais macrorregionais de Pinheiro, Caxias, Imperatriz, Santa Inês, Bacabal, além de UPAS como as de Chapadinha, Açailândia e Imperatriz e do apoio para reforma e construção de unidades em dezenas de cidades.

Ele explicou que o problema do subfinancimento da saúde – hoje o Maranhão gasta R$ 120 milhões por mês e recebe apenas R$ 25 milhões do Ministério da Saúde – se agrava devido a crise nacional, já que, com o aumento do desemprego, a população deixa de receber ou até mesmo pagar um plano de saúde particular e empresarial. Além disso, a crise atinge também os municípios, responsáveis pela saúde básica e de urgência e emergência. “O Estado dá apoio. Essa rede de apoio do Governo está funcionando bem e está sendo ampliada e mantida. Apesar da crise econômica, quando muitos estados fecham hospitais, no Maranhão nós estamos abrindo hospitais e vamos continuar abrindo esse ano”, disse citando os casos de Balsas e Chapadinha.

Mudanças na segurança e sistema penitenciário

A entrevista abordou também os investimentos e consequentes mudanças na segurança pública e no sistema penitenciário. Em 2017, o Maranhão atingiu a marca de mais de 12 mil policiais, número recorde em toda a história. Além disso, houve a aquisição de 570 novas viaturas, fatores que foram essenciais para a diminuição de mais de 20% nos crimes violentos na Região Metropolitana de São Luís e em todo o Estado.

O governador reforçou também o anúncio do concurso para a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros ainda este ano. “Nós esgotamos esse ciclo. Eu tinha o compromisso de nomear mil novos policiais, nomeei quase 3 mil. O triplo do que eu havia me comprometido. E agora é hora do concurso. O edital sai esse ano, as provas também serão neste ano, para que no próximo ano nós tenhamos mais policiais nomeados. A experiência mostra que é o caminho para nós reduzirmos a criminalidade”, realçou.

No sistema penitenciário, Flávio Dino destacou que o Governo conseguiu com que o Maranhão voltasse a normalidade depois de anos de fugas, rebeliões e ocorrências de mortes bárbaras. “Estamos corrigindo esses problemas com investimentos”, pontuou, citando o fim da terceirização, nomeação de novos agentes e dando oportunidade de trabalho para os presos.

São processos contínuos de mudança porque é muita coisa. Tudo no Maranhão é urgente, para hoje, para ontem e para amanhã. Nós estamos também com esse ritmo acelerado para dar conta dessas demandas, porque infelizmente a gente herdou um estado destruído, em escombros, não há uma única área que a gente não identifique problemas acumulados em décadas e as medidas corretivas que nós estamos adotando”, reiterou o governador Flávio Dino.

Temas nacionais

O governador falou também sobre temas nacionais na entrevista, a exemplo da Reforma da Previdência. Para ele, essa discussão tem que ser suspensa imediatamente, pois não é momento de debatê-la por se tratar de um momento sério do país e de uma medida que impacta na vida de todo mundo. “As propostas que aí estão punem os mais pobres. São propostas regressivas, que retrocedem os direitos”, comentou.

Ele ainda apresentou soluções para financiar a previdência, como a taxação de grandes fortunas e a multa a bancos, que está sendo atualmente perdoada. “É o momento de deixar isso para frente para que o Brasil discuta com mais calma, e a gente não faça uma tragédia social que vá punir milhões de trabalhadores brasileiros. Ela deve ficar para outro momento, após as eleições, com novo Governo, novo Congresso Nacional para que, de fato, a gente possa debater isso com mais calma, mais tranquilidade e com mais senso de justiça”, esclareceu.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.