Governo do Maranhão

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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Artigo, Robson Paz: desatenção federal



Radialista, jornalista. Secretário adjunto
de Comunicação Social e diretor-geral
da Nova 1290 Timbira AM.
Por Robson Paz

Estradas federais deterioradas. Duplicação da BR-135 paralisada. Minha Casa, Minha Vida em marcha lenta. Ameaça de cortes em recursos da saúde e educação. É grave a política reducionista de investimentos e a desatenção do governo federal com a população do Maranhão.

Parte das rodovias federais, que cortam o Estado, está com a estrutura comprometida e pondo em risco a vida de condutores. Mas o símbolo maior da inação do governo federal, no Estado, é o trecho inconcluso da BR-135, do Campo de Peris a Bacabeira. A obra iniciada, há cerca de cinco anos, foi paralisada pela enésima vez. Nem as centenas de vidas ceifadas no local parecem suficientes para sensibilizar as autoridades federais.

A cada nova tragédia o assunto volta à tona. Na prática, pouco tem sido feito para concluir a obra. O governador Flávio Dino propôs que União repassasse a responsabilidade pela conclusão da rodovia ao governo do Estado. Em vão.

Ao assumir o governo, o presidente Michel Temer enviou ao Maranhão o ministro dos Transportes, que visitou o aludido trecho da BR-135. No entanto, a realidade é a mesma. Abandono do canteiro de obras e o perigo constante rodando a estrada, esburacada, sem iluminação, acostamento e animais pela pista. Convite ao infortúnio.

A paralisação das obras do Minha Casa Minha Vida tem duplo prejuízo para os maranhenses. Primeiro, porque cidadão de baixa renda, sem acesso à casa própria, tem dificuldades para realizar o sonho de deixar o aluguel ou a moradia subumana. Depois, a escassez dos postos de trabalho advindos da construção civil. Em consequência, perde também o comércio, face à redução do poder de compra dos trabalhadores. Ciclo que compromete em grande medida a atividade econômica.

Não bastasse isso, recentemente, o governo federal ameaçou cortar recursos de duas áreas vitais para o desenvolvimento do Estado. Na educação, corte de R$ 224 milhões com a antecipação do pagamento de repasses feitos ao governo do Estado pela União. Na saúde, redução em R$ 7,5 milhões nos repasses para média e alta complexidade dos municípios de São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Amarante do Maranhão, entre outros.

Em ambos os casos, as medidas drásticas e danosas para o Estado só não foram efetivadas devido à ação firme da bancada federal na Câmara dos Deputados, coordenada pelo deputado Rubens Júnior (PCdoB).

A despeito de festejado prestígio político de velhas raposas da política maranhense junto ao presidente Michel Temer, os maranhenses têm experimentado um dos menores investimentos federais, no Estado. Até parece que o tal prestígio funciona às avessas. Nunca é demais lembrar a luta travada pelo governo do Maranhão, no Senado Federal, em meados da década passada, para liberar um simples empréstimo junto ao Banco Mundial para combater a pobreza extrema.

 Hora da bancada federal, população e todas as forças políticas progressistas unirem-se para exigir do governo federal a atenção que nosso Estado merece.

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