Governo do Maranhão

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Malas e montanhas de dinheiro público explicam apoio de Michel Temer à candidatura de Roseana Sarney ao governo do Maranhão




Malas, montanhas de dinheiro público, explicam as boas relações da organização criminosa que se apossou do Palácio do Planalto, chefiada por Michel Temer, com o grupo Sarney no Maranhão. O martelo foi batido: Roseana Sarney é a candidata de Michel Temer, o comprador de deputados, ao governo do Maranhão em 2018. São farinha do mesmo saco e ambos paramentados por imagens de malas de dinheiro circundando seus governos, ontem como hoje.

O caso Lanus



Completam-se 15 anos que a Polícia Federal apreendeu, em março de 2002, R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo no escritório da empresa Lunus, de propriedade de Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad, gerando uma crise política que transformou em farrapos a candidatura da extrema direita à Presidência da República. A candidata seria Roseana Sarney. Mas a apreensão da grana suja dos Sarney não deu em nada. Um ano depois, um falacioso Supremo Tribunal Federal arquivaria, por falta de provas, o processo contra Roseana Sarney decorrente da ação da Polícia Federal. Ficaram, entretanto, as imagens de montanhas de dinheiro no escritório de uma empresa particular de Roseana Sarney circulando em jornais e revistas do Brasil e do mundo e emporcalhando a imagem do Maranhão lá fora.

O caso Usimar

Antes desse desonroso episódio, a Polícia Federal já havia acusado a governadora Roseana Sarney, seu marido Jorge Murad, o presidente do Senado, Jader Barbalho e mais 19 pessoas de formação de organização criminosa, tráfico de influência, peculato e lavagem de dinheiro em razão de fraudes no projeto da Usimar Equipamentos Automotivos, financiado pela extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A quadrilha foi acusada de desviar R$ 44,2 milhões da Sudam e a fábrica de autopeças que seria construída em São Luís nunca saiu do papel. A Polícia Federal chegou a suspeitar que o dinheiro encontrado no escritório da Lunus, a empresa de Roseana Sarney e Jorge Murad, era parte do golpe aplicado contra a Sudam. E num último episódio envolvendo malas de dinheiro, o governo Roseana Sarney foi acusado de receber R$ 3 milhões em propina para liberar um precatório de 154 milhões da empresa da UTC Constran.

As malas de Michel Temer



Talvez que as malas de dinheiro que sempre rondaram os governos de Roseana Sarney nem sejam da mesma marca das que rondam o senhor Michel Temer, nem se aproximem em qualidade das que Temer deve ter despachado para os deputados que comprou, nem sejam importadas como aquela em que Rocha Loures carregava R$ 500 mil como pagamento da propina semanal do hoje presidente da República. Mas a afinidade ideológica corrupta é indiscutível. É dinheiro do povo, roubado escandalosamente enquanto esse estado e seu povo patinavam na miséria absoluta, sem segurança, sem saúde e sem educação.

Infelizmente, para desgraça e vergonha ainda maior desse estado, são malas e montanhas de dinheiro público que explicam porque Roseana Sarney é a candidata de Michel Temer no Maranhão.

Blog do JM Cunha Santos

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