terça-feira, 26 de abril de 2016

Comunidade escolar vota para escolher os membros do Colegiado




Realizar projetos sociais, promover debates em sala de aula sobre temas da atualidade, participar ativamente da gestão da escola e intermediar ações junto à Secretaria de Estado de Educação do Maranhão (Seduc-MA). Essas são algumas das propostas defendidas pelos candidatos que concorreram nas eleições para o Colegiado Escolar biênio de 2016\2018, ocorrida nesta terça-feira (26), em 648 centros de ensino da rede pública estadual do Maranhão.
“A gente precisa realmente de um representante que saiba da necessidade da escola e eu quero fazer isso no colegiado. Aceitei o desafio de falar pelos alunos”, revelou Edson Lucas, estudante do 2º ano do Centro de Ensino Jornalista João Lisboa (Cejol), em São Luís, candidato pelo segmento alunos. Ao todo serão escolhidos 8.676 membros para o Colegiado.
As eleições movimentaram 200 mil eleitores, entre estudantes, professores, servidores escolares e pais de alunos. O processo foi acompanhado pela equipe de gestores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), nas 19 Unidades Regionais de Educação.
“O colegiado fortalece as ações democráticas no ambiente escolar e integra a política educacional do Governo do Estado, iniciada em 2015 com a eleição direta para gestor escolar. Conta com a representação de pais, servidores da escolar, alunos e professores na tomada de decisões e isso impacta na melhora o ensino e prepara nossos alunos para o exercício da cidadania”, ressaltou a secretária adjunta de gestão das regionais, Rosyjane Paula, representando o secretário de Educação Felipe Camarão. 
Para Luzinete Souza Lobato, supervisora escolar do Colégio Militar Tiradentes I, os candidatos eleitos terão o papel fundamental na fiscalização dos recursos da escola. “Eles [candidatos ao colegiado] terão a função de auxiliar os gestores na aplicação dos recursos para o desenvolvimento da escola”, ressaltou.
No Colégio Liceu Maranhense, uma das escolas tradicionais do Maranhão, o diretor geral, Deurivan Sampaio, fez uma análise do processo e ressaltou sobre a importância de que a comunidade escolar se integre para a escolha de seus representantes. “É importante essa conscientização dos pais, alunos, professores e funcionários de estarem participando da gestão, dando mais transparência, além de fazer com que o processo seja mais participativo, garantindo a democracia na escola”, comentou.
Na unidade de ensino, são nove alunos disputando duas vagas, nove pais concorrendo a duas vagas, dois professores as duas vagas e dois funcionários a duas vagas, todos respectivamente dentro do seu segmento, além da vaga do gestor do colegiado, somando um total de 9 vagas sendo disputadas.  “ Após o término da eleição, forma-se o colegiado com os candidatos que ganharam, e estes têm poder deliberativo e consultivo, realizando ainda reuniões mensais para debater sobre a questão pedagógica e administrativa da escola. As decisões passam pelo colegiado sempre”, disse.
O professor de matemática Wuimair da Gama Rocha, há mais de 30 anos de profissão, sendo 15 destes dedicado a rede estadual de ensino, especificamente ao Liceu Maranhense, é um dos candidatos dentro do segmento dos professores.
“Essa é uma boa oportunidade para que possamos alinhar os nossos discursos e debater melhorias para a classe dos professores e consequentemente a situação do alunado.  Precisamos unir forças e focar nos nossos objetivos”, ressaltou.
Concorrendo aos cargos no segmento de alunos, os estudantes Abraão Elias de Aguiar, de 15 anos, cursando o 1 º ano no Liceu, e Pâmela Melo, de 17 anos, aluna do 3º ano, tem em comum o desejo de participar das decisões que guiaram o futuro da escola e dos seus componentes. “Mostrar mais a nossa perspectiva na escola e também contar com a participação dos alunos de uma forma mais intensa, melhorando a relação de todos”, relatou Abraão.
Para Pâmela, além de concordar com a linha do discurso do colega de escola, Abraão, ela acrescenta ainda que com a possível entrada dela no colegiado escolar, estreitará a relação de proximidade da escola com a Seduc, no intuito de implantar projetos inovadores na unidade de ensino.
Antes da eleição cada unidade escolar promoveu atividades de mobilização com realização de assembleias gerais, depois a homologação das candidaturas e, por último a campanha eleitoral. Cada escola pode eleger de quarto a 16 membros representando os segmento da comunidade escolar e seus respectivos suplentes. O presidente do colegiado será eleito entre os membros eleitos.
O estudante Luís Fernando do 2º ano da escola Clodomir Millet, em Timon, comentou que colegiado é uma oportunidade para estimular o protagonismo juvenil. “É uma forma de expressar nossa opinião na escola e dizer o que a gente pensa e como queremos a nossa escola funcionando”, enfatizou. 
O Colegiado
O Colegiado Escolar é um órgão constituído por representantes dos diversos segmentos da comunidade escolar – pais, estudantes, professores e demais servidores, objetivando a participação nas decisões da escola, no âmbito administrativo, político-pedagógico e financeiro. Emite opiniões, toma decisões, elabora diagnóstico, fiscaliza, apoia, promove e estimula a comunidade escolar em busca da melhoria da qualidade do ensino.
Além disso, decide e/ou opina sobre aspectos da vida pedagógica, administrativa e financeira das escolas; delibera sobre as questões da escola, propondo alternativas e procedimentos para a melhoria da qualidade do trabalho escolar, respeitando a legislação em vigor; acompanha e avalia os resultados pedagógicos, administrativos e financeiros da escola.

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