sexta-feira, 4 de maio de 2018

Escola Digna chega a aldeias indígenas com mais de R$ 5 milhões de investimentos no Maranhão





Bom Jardim, Santa Luiza do Paruá, Fernando Falcão, Amarante do Maranhão, Barra do Corda e Jenipapo dos Vieiras são alguns dos municípios que nos últimos três anos receberam as melhorias de prédios e do ensino oferecidos pelo Escola Digna. Nesses municípios, uma vertente especial do programa já apresenta mudanças perceptíveis para estudantes e comunidades: a educação indígena.

De 2015 até agora, 20 escolas em aldeias indígenas já receberam melhorias e foram entregues à população. Foram mais de R$ 5,4 milhões aplicados na construção de novos prédios, reformas completas, reconstruções e adequações de infraestrutura.    

"Foi muito tempo lutando até chegar aqui. A chuva vinha e derrubava e nós 'fazia' de novo. Mas agora a gente tem uma escola", disse o cacique José Orlando na Aldeia Raimundão, em Jenipapo dos Vieiras, durante a entrega de uma das três escolas inauguradas no município na semana passada.

Em Barra do Corda, que também teve uma escola inaugurada na última semana, o sentimento era o mesmo. Jorge Luís Araújo, professor da Escola Indígena Ireno Rosa desde 2013, falou da mudança: “Quando chegamos, nós nos deparamos com uma escola montada em uma casa de taipa, algumas mençabas [tipo de janela e porta feitas artesanalmente], uma carteira artesanal, feita de madeira, com tábuas”.

Hoje nós estamos aqui sendo contemplados com uma escola do Programa Escola Digna que vai possibilitar a melhoria do conforto do aluno, do professor e melhorar o processo ensino-aprendizado”, completou.

Romildo Fernandes Guajajara, de 27 anos, da Aldeia Três Irmãos, é aluno da E.M. Ireno Rosa e também viu a mudança: “Não era confortável. Agora está melhorando para nós, que estamos recebendo nova escola, bem confortável, com carteira, ventilador, mesa, lousa do professor. Tudo isso traz alegria para nós como alunos. Me alegro muito!”.

Escolas indígenas

O Escola Digna também respeita as tradições indígenas. Nas aldeias, os prédios têm elementos que relembram a cultura tradicional, como os portais de entrada em formato arredondado e as fachadas de painéis em formato curvilíneo destinado a pinturas que serão feitas pelos alunos, a fim de identificar cada etnia. No centro da escola há ainda o pátio coberto de palha e interligado por passarelas, em referência aos “caminhos” das aldeias indígenas.

Durante a última entrega, o secretário de Educação (Seduc), Felipe Camarão, disse que “ainda há muitas escolas que serão entregues nesta região, em aldeias que nunca antes receberam a atenção do poder público e agora têm a presença de autoridades entregando equipamentos tão importantes como essas escolas”.

Para o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Francisco Gonçalves da Conceição, as escolas são a consolidação das políticas públicas indígenas promovidas pelo Governo do Maranhão.

É resultado do trabalho do Governo com as organizações indígenas e representações das etnias indígenas, representa o fortalecimento da cultura e identidade indígena, demonstrando claramente que no Maranhão o governo tem que ser para todos.”



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