segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Buscando virada, Haddad atrai multidão em São Luís





O presidenciável Fernando Haddad (PT) esteve na manhã deste domingo (21) em São Luís-MA. Acompanhado do governador Flávio Dino (PCdoB) e dos senadores eleitos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), além de deputados, Haddad arrastou milhares de pessoas pelo bairro do Anil.

Majoritário no Maranhão no primeiro turno, com 61,26%, apontado em segundo lugar nas pesquisas no segundo turno, Haddad tenta virar o jogo, que no momento está favorável.

O presidenciável agradeceu o poio e garantiu que, caso eleito, os maranhenses terão um amigo no Palácio do Planalto.

Assim como quando eu era ministro da Educação nunca faltou nada para o Maranhão”, ressaltou Haddad. Ele anunciou que, a partir do dia 1º de janeiro de 2019, caso ele seja eleito, em nenhum lugar do Brasil o gás de cozinha custará mais do que R$ 49. Além disso, ele informou que o programa Bolsa Família terá um acréscimo de 20%.

Fernando Haddad demonstrou preocupação com a intenção do filho de Bolsonaro de fechar o STF e disse que o brasileiro hoje tem para escolher quem bate continência para a bandeira americana ou quem tem como proposta de governo o livro em uma mão e a carteira de trabalho na outra.

É com trabalho e educação que a gente muda esse país. Não é com armas. O Nordeste está dando uma resposta”, enfatizou, ao exaltar o ato ocorrido em São Luís e outros realizados nos últimos dias no Piauí, Ceará, Bahia e outros estados da região.

Em seu discurso, Flávio Dino sublinhou que o povo não pode se curvar às manipulações que estão sendo feitas nesta campanha e destacou que Bolsonaro está fugindo dos debates porque tem medo da verdade. “Aqui no Maranhão nós vamos dar uma surra no soldado covarde, no fascismo, na ditadura e defender a democracia”, ressaltou o governador.

Flávio Dino lembrou as raízes históricas do Maranhão na luta pela democracia, como a Revolta de Beckman, ocorrida em 1684, a primeira contra a coroa portuguesa. Ele também enalteceu a lutas das mulheres maranhenses contra a candidatura de Jair Bolsonaro. “Aqui não tem vez pra ele”, finalizou Dino.





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