quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Uma comparação entre grupos de WhatsApp a favor de Haddad e Bolsonaro




Da Revista Vice do Brasil/ Gabrielle Estevans

Eles pregam o ódio com base em fake news, nós defendemos o diálogo

Vice Brasil publicou nesta quinta-feira (25) uma reportagem comparando os grupos de WhatsApp que apoiam Fernando Haddad, o candidato da democracia, e grupos que defendem o nosso oponente, o deputado Jair Bolsonaro e o resultado não vai te surpreender: eles pregam o ódio e a intolerância baseados em fake news e nós nos pautamos no diálogo.
A reportagem descreve assim um grupo pró-Bolsonaro:
“Entre os grupos, um padrão: pouco diálogo, muita mensagem encaminhada – com destaque fortíssimo para as montagens. Não há tempo ou espaço para as trocas no um a um. É uma avalanche de compartilhamentos, 24 horas por dia. As únicas conversas geradas eram iniciadas pelos próprios infiltrados que, se passando por bolsonaristas, rebatiam de forma discreta as fake news, apresentando novas fontes aos casos. Ao menor sinal de divergência, eram chamados de petistas, execrados e prontamente banidos dos grupos”.
O texto aponta ainda que não há setorização do conteúdo, como, por exemplo, mensagens para o Nordeste, para negros ou mulheres. Essa pulverização é mais uma prova de que não há curadoria na informação e que ela é disparada em larga escala. Em poucas palavras:

ROBÔS.

Ao analisar a postura dos grupos a favor de Fernando Haddad, a reportagem nota outro comportamento:
“Algumas regras são seguidas à risca: se um participante posta algo sem fonte, é logo questionado. Caso não tenha ou seja detectada fake news, a mensagem é deletada”.
Os compartilhamentos dão espaço para os argumentos:
“Entre o conteúdo, observa-se bem menos compartilhamentos e mais construção de ideias através de diálogos. Os objetivos principais dos coletivos são construção de argumentos para convencimento de votantes nulos, bolsonaristas e indecisos; produção de conteúdo independente pró-Haddad e criação de rede de informação e acolhimento sobre casos de violência”.
Além disso, os grupos que apoiam Haddad buscam a militância fora da internet:
Vale observar que os encontros estão migrando do universo digital para o offline: seja para panfletar, seja para aprofundar a discussão, os grupos pró-Haddad têm se reunido presencialmente por todos os cantos do país”.
Não há dúvidas entre os dois projetos que estão em jogo: de um lado, o de Haddad, há diálogo, argumentação e democracia. Do outro lado, o de Bolsonaro, tem intolerância, ódio e muitas, mas muitas fake news, compartilhadas em escala industrial.

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