segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Livro “O Fim do Desenxergar” é uma “peça viva do nosso governo”, diz Flávio Dino


Flávio Dino com personagens que ajudaram a fazer o livro. (Foto: Gilson Teixeira)

Para transformar a realidade, é preciso ver e conhecer a realidade. Essa é uma das ideias fundamentais do livro “O Fim do Desenxergar”, lançado nesta semana pelo Governo do Maranhão, retratando as mudanças nas 30 cidades do Plano Mais IDH.

O programa leva ações para os municípios mais carentes do Estado. Ou seja, o livro é um retrato do dia a dia difícil e árduo para muitos maranhenses abandonados por décadas. Mas também é um retrato das mudanças profundas que essas cidades e pessoas têm vivido desde 2015.

O Mais IDH reúne uma série de obras e ações para melhorar a qualidade de vida nesses lugares.
Durante dois meses, o jornalista Xavier Bartaburu e o fotógrafo Fellipe Neiva percorreram os 30 municípios e 6 mil quilômetros para produzir o livro. O resultado foi uma peça com relatos emocionantes e imagens de impacto.

Talvez, na visão tradicional da política, esse livro fosse até um tiro no pé, porque lá tem fotos das pessoas tais quais elas são, sem fantasia e sem Photoshop. Lá estão histórias do cotidiano duro, terrível, de milhões de irmãos e irmãs do Maranhão”, diz o governador.

Transformação

Mas essa opção estética é premissa de transformação. Se escondermos, amanhã vamos nos debruçar num mar de lama. Optamos por fazer um governo transparente, que não tem medo de enfrentar as verdades”, acrescenta Flávio Dino.

De acordo com ele, “a verdade é que fizemos muito e nos orgulhamos disso, mas a verdade mais desafiadora é que temos muito mais para fazer. Fizemos uma pequena fração daquilo que o povo do Maranhão merece”.

Por isso, tomem o livro como retrato, mas acima de tudo como um manifesto político, como uma peça viva de organização do nosso segundo governo. Tomem como convite, como conclamação para que nós perseveremos nessa opção profunda pelos mais pobres.”

Luta pela igualdade

O governador ressalta que essa opção implica um cenário desafiador: “Porque os recursos são escassos, e optar pela distribuição de renda e pela luta pela igualdade sacrifica, às vezes, outros interesses, outras reivindicações”.

Mas tenho a dimensão exata de que um bom governo não se faz a frio, se faz a quente; um bom governo não se faz sem lágrima, sem sentimento; um bom governo não se faz sem sofrimento. O sofrimento ensina, porque humaniza e aproxima as pessoas.”

Leitura online

O livro “O Fim do Desenxergar” pode ser lido gratuitamente no site https://www.ma.gov.br/ofimdodesenxergar/

Lá, estão histórias como a de Leude e Biu, que conseguiram montar uma horta e comercializar a produção em Lagoa Grande. O casal só tinha uma galinha e alguns ovos, vendidos por R$ 30 para comprar sementes de coentro.

Leudiane Loiola da Silva (Leude) e Francisco Edimilson de Lima Costa (Biu) compraram um terreninho onde tudo era mato e lixo. Conseguiram plantar e vender coentro.

O Fim do Desenxergar. (Foto: Gilson Teixeira)
Daí em diante, só melhorou. No começo de 2017, Leude e Biu entraram no mapa do programa estadual de agricultura familiar – que mata a fome e gera renda. Com o incentivo financeiro, deu para comprar o sombrite para os coentros, a mangueira para a água e ainda algumas galinhas”, conta o livro.

Teve também trator com roçadeira, doado pelo governo ao município e emprestado aos lavradores sempre que necessário, e ainda um kit de irrigação, que Biu ganhou na mesma época em que os maços de coentro começavam a se multiplicar em seu quintal”.

A história continua: “De maço em maço, o coentro foi dando lucro. Era Biu na enxada e Leude na moto: todo dia, quando ia levar os filhos na escola, ela aproveitava a viagem e deixava o coentro nas vendas de Lagoa Grande – maços e crianças na garupa. Com esse dinheiro, já deu para comprar sementes outras: de pimenta, mamão, maxixe, macaxeira. E tudo também cresceu bonito e foi parar nas mesas de escolas, creches e hospitais. Resultado: hoje Biu e Leude chegam a tirar até 3 mil reais por mês”.

Decifrando a escrita

Há também a história de Maria Sebastiana Sousa, de Itaipava do Grajaú. “Fiel da Assembleia de Deus, o que ela mais queria era mergulhar nas Escrituras, poder decifrar cada palavra, do Gênesis ao Apocalipse”, narra o livro.

Então, ela se matriculou numa das turmas do Sim, Eu Posso! que já alfabetizou mais de 20 mil adultos no Maranhão.

E deu início à leitura da Bíblia. “Começou faz pouco mais de um mês e já decodificou o Pentateuco inteiro, conforme atesta a tabelinha da igreja que o pastor ensinou a preencher à medida em que se avança a leitura. E ela tem pressa: – Todo dia leio cinco capítulos. Já hoje vou começar o Livro de Josué. Até julho, se Deus quiser, já li tudo.

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