quinta-feira, 25 de abril de 2019

Manuela D’ávila atrai centenas para o lançamento do livro ‘Revolução Laura’ em São Luís



Governador Flávio Dino e Manuela D´ávila


A Casa do Maranhão, no Centro Histórico de São Luís, ficou pequena nesta quarta-feira (24), para o grande número de pessoas que foi prestigiar o lançamento do livro ‘Revolução Laura: reflexões sobre a maternidade e resistência’, da jornalista e ex-deputada gaúcha, Manuela D’ávila. Em 2018, D’ávila foi candidata a presidente do Brasil pelo PCdoB e depois foi convidada para concorrer à vice-presidência na chapa de Fernando Haddad, do PT.

Em ‘Revolução Laura’, Manuela fala sobre sua experiência como mãe de uma filha de dois anos, enquanto percorria o país em disputava uma campanha eleitoral para presidente.

São Luís foi a 19º cidade a realizar o lançamento de ‘Revolução Laura’. Em terras maranhenses, Manuela D’ávila foi recepcionada pelo governador Flávio Dino, amigo e correligionário da autora.

Cerca de 300 pessoas disputaram um autógrafo da escritora. “Foi lindo! Muito obrigada, Maranhão!”, disse D’àvila em uma rede social, momentos após o ato em São Luís.

Antes, em entrevista coletiva, ela disse que a obra seria “uma forma de agradecimento” às mulheres brasileiras que deram força para ela viver a maternidade “com amor e com presença, ocupando um espaço público tão caro para nós mulheres, como é o espaço da política”, destacou.

Apesar da forte participação feminina no lançamento, Manu D’ávila disse que o livro é “para homens e para mulheres”. Segundo a autora, estimular a reflexão da classe política sobre o lugar da mulher no país também é um dos objetivos de ‘Revolução Laura’.  

Esse livro é sobre maternidade, mas falar sobre ser mãe é falar sobre ser pai também. Falar sobre ser mãe e sobre ser pai, fazer sobre o que o Estado pode fazer para tornar a vida das mulheres que não tem os mesmos privilégios que eu, as mulheres que não tem creche, as mulheres que não tem escola, que esse livro faça também os políticos refletirem sobre isso”, afirmou.

Para a presidente da União Brasileira de Mulheres no Maranhão (UBM/MA), Thays Campos, que participou do lançamento, o livro de Manuela D’ávila é uma “explosão de sentimentos”. Thays Campos avalia que a obra expõe bandeiras defendidas cotidianamente pelas feministas, como mais creches, mais direito ao trabalho e mais direito da mãe ocupar espaços públicos.

Ela foi candidata carregando a filha dela no colo, construindo o Brasil inteiro e tendo a clareza que ela precisava lutar para que outras mulheres que não tão privilegiadas como ela estivem nesse espaço. O significado do livro e pra gente da UBM é algo muito forte”, ressaltou Thays.
  
Cortes na educação e Reforma da Previdência

Para Manuela D’ávila, “é algo extraordinário” o fato do livro ter atraído centenas pessoas “em um país que tem cortado investimentos em educação” – a obra esgotou antes mesmo do lançamento da versão física. 

Ela citou o programa Escola Digna, implantado por Flávio Dino no Maranhão, como exemplo isolado de investimento em educação no Brasil da atualidade.

Vocês sabem que o meu maior orgulho é que o Flávio bateu o recorde do Brizola. À exceção do Maranhão, que investe nas Escolas Dignas, o Brasil tem cada vez menos investimento em leitura, porque investe menos em educação”, ressaltou.

D’ávila também criticou a Reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), que ela classificou como “cruel”. Ela acredita que o projeto, além de atingir a população mais pobre, vai afetar ainda mais severamente as mulheres.

A Reforma da Previdência é uma reforma cruel com todos os mais pobres do país, mas imagine uma mulher, que trabalha 26 horas a mais por semana em média no Brasil, cuidando das crianças, cuidando da casa. Imagine ela passar a contribuir 5 anos a mais no final da sua vida, quando em uma grande parte dos estados, essas mesmas mulheres tem expectativa de vida de 65 anos. Ou seja, é impedir que essas mulheres se aposentem”, lamentou.


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