quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Em nova ação da polícia, comparsa de Zé de Lessa é morto em uma região de fronteira com o Paraguai


Chácara onde o bando estava escondido

De acordo com o site Correio 24 horas, da Bahia, na tarde desta quarta-feira (4), a polícia do Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Patrulhamento Aéreo, conseguiu localizar um integrante da quadrilha de Zé de Lessa, que havia fugido de um cerco. Ele estava em uma área rural entre as cidades de Aral Moreira e Coronel Sapucaia, em região de fronteira com o Paraguai, próximo à Chácara onde Zé de Lessa e outros três comparsas foram mortos em troca de tiros com a polícia.

De acordo com informações, o bandido trocou tiros com polícia e acabou sendo morto. Com arma de grosso calibre, ele teria tentado atingir o helicóptero da polícia. 

Várias armas foram encontradas próximas de onde o suspeito estava, como dois fuzis 556, um fuzil AK46 calibre 762, duas escopetas calibre 12 e uma pistola 9 milímetros, além de farta munição para essas armas e coletes a prova de bala.

Na última segunda-feira o bando atacou um carro forte, na rodovia MS-156. Na ação, os explosivos – por razão ainda desconhecida – não foram capazes de abrir o carro-forte. 

José Francisco Lumes, o ´´Zé de Lessa``, o chefe da quadrilha, era um dos assaltantes de banco mais procurado do país. Ele foi o fundador da facção criminosa Bonde do Maluco, que atua na Bahia. Zé de Lessa, que se escondia no Paraguai, também foi o mentor do ´´ Novo Cangaço``, uma modalidade de assaltos a bancos onde os criminosos agem tocando o terror.
Armas do bando

Em novembro do ano passado, uma quadrilha roubou R$ 100 milhões em uma central de distribuição do Banco do Brasil, em Bacabal, no Maranhão. Quem teria comandado o assalto foi o próprio Zé de Lessa, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). No entanto, ele estaria bem longe do Nordeste: os indícios são de que ele tenha ordenado o crime do Paraguai. Mas o irmão dele, Edielson Francisco Lumes, que repassava as ordens de Zé de Lessa e coordenou o bando formado por cerca de 30 homens, estava e foi morto em confronto com a polícia maranhense em Santa Luzia do Paruá. Além dele, outros dois suspeitos foram mortos na ação e 10  acabaram presos.

Na chácara onde os bandidos estavam escondidos, a polícia encontrou uma índia que se apresentou como mulher de Zé de Lessa. Ela contou que eles estavam no esconderijo há pelo menos um ano. Após ser ouvida, ela foi liberada. Já o dono da chácara, identificado como Alcindo Oliveira Coinete, foi preso.
De acordo com a polícia, Coinete é funcionário público municipal em Coronel Sapucaia e dava suporte logístico ao bando de Zé de Lessa. Ele teria participação direta na tentativa de explosão ao carro-forte. E ainda de acordo com a polícia, o mesmo bando atacou um carro-forte também da Brink’s em 2017 na MS-156. 
Zé de Lessa, chefe da quadrilha, que foi morto em confronto

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Blog do Walney Batista. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, preconceituosos, ou que incitem o ódio e a violência.
Obrigado por nos acompanhar!